O primeiro-ministro do Iémen, Salim Saleh Bin Buriek, demitiu-se na quinta-feira e vai ser substituído pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Shaya Mohsen Zindani, em modo de gestão até à formação de um novo governo.
Segundo anúncio do governo internacionalmente reconhecido e apoiado pela Arábia Saudita, a renúncia do chefe do governo iemenita visa “fortalecer a unidade do processo de tomada de decisões” após “a derrota do golpe”.
Forças militares pró-sauditas repeliram recentemente uma ofensiva de separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), no sul do Iémen, designadamente o Conselho para a Transição do Sul (STC).
O Iémen tem vivido uma guerra civil desde que rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão, tomaram em 2014 a capital do país e, em seguida, grandes parcelas do território.
O conflito internacionalizou-se um ano depois, quando a Arábia Saudita assumiu a liderança de uma coligação internacional para apoiar o governo iemenita contra os Huthis.
Rivalidades internas no campo anti-Huthis desencadearam um novo conflito em 2018, opondo os separatistas do sul, agrupados no STC, às forças do Governo, apoiadas respetivamente pelos EAU e pela Arábia Saudita, outrora reunidos na mesma coligação.