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Ministro libanês desmente presença de armas do Hezbollah no aeroporto de Beirute

Data de publicação
23 Junho 2024
19:07

O ministro dos Transportes libanês, Ali Hamié, negou hoje que o Hezbollah esteja a armazenar armas no aeroporto de Beirute, num contexto de receio de que o conflito entre este movimento xiita pró iraniano e Israel possa alastrar.

O desmentido foi feito em conferência de imprensa, com o ministro a referir-se a “artigos absurdos” sobre o assunto na imprensa, e apontou o dedo ao diário britânico The Telegraph.

No seu artigo, o diário afirmava que o Hezbollah estava a armazenar mísseis e explosivos iranianos no aeroporto e acrescentou ainda que os funcionários do aeroporto notaram a chegada de “caixas misteriosas” ao aeroporto de Beirute no início dos confrontos entre Israel e o Hezbollah.

O movimento, armado e financiado pelo Irão, abriu a frente contra Israel em 08 de outubro de 2023 para apoiar o seu aliado palestiniano Hamas em Gaza.

“Estou a dar esta conferência de imprensa para esclarecer que tudo o que foi escrito no The Telegraph é falso e para dizer que não há armas a entrar ou a sair do aeroporto de Beirute”, disse Hamié aos jornalistas a partir do aeroporto internacional de Beirute, a sul da capital, numa zona onde o Hezbollah é predominante.

O ministro convidou igualmente os embaixadores e a imprensa para uma visita de inspeção “aberta a todos” às instalações do aeroporto na segunda-feira de manhã.

Por seu lado, o sindicato libanês dos transportes aéreos denunciou num comunicado de imprensa “simples afirmações erróneas e mentiras destinadas a pôr em perigo o aeroporto de Beirute e os seus empregados, todos os civis e todos aqueles que o utilizam”.

Israel acusa, há vários anos, o Hezbollah de ter transformado foguetes em mísseis de precisão em várias instalações no Líbano, incluindo um local perto do aeroporto internacional de Beirute.

O movimento xiita nega esta acusação, afirmando que Israel está “a tentar, como sempre, virar o povo libanês contra o Hezbollah”.

Mais de oito meses de violência entre o Hezbollah e o exército israelita nas zonas fronteiriças causaram a morte de pelo menos 480 pessoas no Líbano, na sua maioria combatentes daquele movimento, e 93 civis, segundo uma contagem da AFP.

Do lado israelita, pelo menos 15 soldados e 11 civis foram mortos, segundo Israel.

O agravamento das tensões na fronteira israelo-libanesa nos últimos dias e a troca de tiros transfronteiriços entre o Hezbollah e Israel fazem temer o alastramento do conflito.

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