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Líder da extrema-direita dos Países Baixos promete respeitar Constituição

Data de publicação
13 Dezembro 2023
16:08

O líder da extrema-direita nos Países Baixos, Geert Wilders, cujo partido venceu as eleições em novembro, sem maioria, prometeu hoje que será primeiro-ministro de “todos os neerlandeses” e respeitará a Constituição do país.

As declarações de Wilders no parlamento visaram aliviar os receios entre potenciais parceiros de coligação acerca da retórica anti-islâmica e das suas propostas, que incluem a proibição de mesquitas, escolas islâmicas e do Corão.

O líder do partido reformista Novo Contrato Social, Pieter Omtzigt, que elegeu 20 deputados em 22 de novembro, manifestou o receio de que algumas das promessas de Wilders violem a Constituição, que consagra a liberdade de religião.

“Vou mostrar aos Países Baixos, à legislatura, ao partido do senhor Omtzigt, a todos os que queiram ouvir, que vamos adaptar as nossas regras à Constituição e que as nossas propostas estão em conformidade com ela”, afirmou Wilders.

As palavras de Wilders não convenceram os deputados da oposição.

Frans Timmermans, antigo comissário europeu para o clima, que lidera uma aliança de centro-esquerda no parlamento, disse a Wilders que considera as suas ideias “como uma ameaça ao Estado de Direito democrático”.

O partido de Wilders obteve 37 lugares na Câmara Baixa, com 150 lugares, o que o torna o maior partido e coloca o veterano legislador anti-islâmico na linha da frente das conversações para a formação da próxima coligação governamental.

Após conversações com os líderes partidários nas últimas duas semanas, Ronald Plasterk, nomeado pelo parlamento para avaliar possíveis coligações, disse na segunda-feira que Wilders deveria abrir negociações com três partidos para formar um novo governo.

Referiu o Novo Contrato Social, o Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD), que era liderado pelo primeiro-ministro cessante, Mark Rutte, e o Movimento dos Cidadãos Agricultores (BBB).

Plasterk defendeu que, nas conversações, os líderes devem verificar se podem chegar a acordo “sobre uma base comum para garantir a Constituição, os direitos fundamentais e o Estado de Direito democrático”.

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