Os Estados Unidos negaram hoje o abate de um caça F-15 no Irão, anteriormente relatado nas redes sociais, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ter atingido um destes aviões de combate norte-americanos.
“Os rumores que circulam nas redes sociais sobre a queda de um F-15E norte-americano no Irão na madrugada de quarta-feira são infundados e não são verdadeiros”, declarou o Comando Central dos Estados Unidos na rede X.
Os relatos sobre a alegada queda de um caça norte-americano no Irão começaram a circular nas redes sociais na quarta-feira, depois de o OSINTdefender, um perfil especializado em informações militares com cerca de dois milhões de seguidores, ter indicado uma queda atribuída a um possível ataque iraniano.
Essa informação foi posteriormente apagada.
A Guarda Revolucionária do Irão reclamou hoje pelo seu lado o abate de um caça F-15 da Força Aérea norte-americana no sudoeste do país.
A força iraniana descreveu que “um caça F-15E Strike Eagle norte-americano foi atingido com sucesso por sistemas de defesa aeroespacial e caiu perto da fronteira sudoeste do país”, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.
Logo no início do conflito, no passado fim de semana, a aviação norte-americana perdeu três F-15, quando os sistemas de defesa aérea do Kuwait abateram os caças por engano, ao confundi-los com um ataque iraniano, mas as tripulações sobreviveram ejetando-se a tempo.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, confirmou na segunda-feira que tinha sido aberta uma investigação sobre o ataque às três aeronaves, que disse ter sido causado por “fogo amigo” do Kuwait, um aliado de Washington.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, tendo matado no primeiro dia dos bombardeamentos o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.