O PCP apelou hoje à participação na Greve Geral contra a precariedade que ameaça o futuro dos jovens.
Numa ação de contacto com jovens trabalhadores junto ao Call-Center da MEO, Ricardo Lume denunciou a intenção do Governo PSD/CDS de, através do novo Pacote Laboral, aumentar e normalizar ainda mais a precariedade laboral, atingindo sobretudo quem está agora a começar a sua vida profissional.
“Um trabalhador com contrato precário ganha, em média, menos do que alguém com vínculo efetivo, tem mais dificuldades em progredir na carreira e vive constantemente com medo de não ver o contrato renovado se exercer direitos parentais, sindicais ou políticos. Até conseguir crédito para comprar casa se torna mais difícil quando se vive com um vínculo instável”, lamentou o dirigente, acrescentando que “um trabalhador precário vive sem segurança no futuro e fica preso a um sistema que o quer vulnerável, dependente e sem capacidade para reclamar os seus direitos”
O dirigente comunista lembrou que a precariedade já é uma realidade muito presente na Região Autónoma da Madeira, afetando em especial os jovens trabalhadores da hotelaria e restauração, construção civil, telecomunicações e serviços.
O dirigente do PCP concluiu afirmando que ainda é possível derrotar este Pacote Laboral e apelou à mobilização dos trabalhadores, especialmente dos jovens, para aderirem à Greve Geral de 3 de junho e participarem na concentração marcada para as 11h30 junto à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.