A empresa espanhola Nueva Pescanova, entrou na fase de preparação para abandonar Moçambique com a venda à sua subsidiária, “Grupo Pescamar” incluindo, a frota de 26 navios pesqueiros –
Um dos fatores da decisão é a colheita exagerada de recursos marinhos aliada aos danos ambientais que limitaram, drasticamente, os stocks que anteriormente rendiam aproximadamente 100 milhões de dólares anualmente.
A decisão destapa um imenso recuo da indústria de camarão, que outrora figurava entre setores de exportação mais valedouros do país, sucesso que se desfez progressivamente à medida que anos de pesca excessiva, incluindo violações frequentes do período anual de defeso, que reduziram as populações de camarão, tendo-se constatado a captura frequente do camarão juvenil antes de atingir a maturidade, comprometendo assim a sustentabilidade da pesca e acelerado o seu declínio.
As pressões ambientais exacerbaram a situação, uma vez que a poluição por sedimentos associados à extração de areias minerais nas províncias de Nampula e Zambeze danificou importantes áreas de reprodução costeiras.
Os manguezais que servem de berçários essenciais para camarões e outras espécies marinhas , também foram amplamente desmatados para extração de madeiras e lenha, erodindo ainda mais os ecossistemas.
Existem informações de qua empresa pretende abandonar o mercado totalmente, uma medida que com certeza enfraquecerá ainda mais um setor que se debate com dificuldades nos stocks reduzidos e danos ambientais.