Um conselheiro de um dos principais opositores no Irão, Mir Hossein Moussavi, foi hoje detido pelas autoridades, anunciaram hoje os ‘media’ locais.
"No âmbito de uma campanha judicial desencadeada contra os elementos hostis à revolução, o militante Alireza Beheshti Shirazi foi detido", anunciou a página digital do diário Jam-e Jam, próximo da televisão estatal.
O detido é um colaborador próximo do antigo primeiro-ministro Hossein Moussavi, com 81 anos e há mais de 12 anos em regime de prisão domiciliária em Teerão.
Primeiro-ministro entre 1981 e 1989 e candidato às presidenciais de 2009, Moussavi assumiu desde então a liderança da contestação contra a reeleição do Presidente cessante Mahmoud Ahmadinejad, ao denunciar fraudes massivas.
Por sua vez, dois dos seus próximos, Alireza Beheshti et Ghorban Behzadiannejad, são perseguidos pela justiça, acrescentou o jornal.
Ambos são acusados de serem os iniciadores do último comunicado de Mousssavi onde se apelava "ao fim do sistema da República islâmica".
O diário fazia alusão a um texto publicado em 05 de fevereiro no qual Moussavi exigia "alterações fundamentais no Irão" através da organização de um referendo sobre a Constituição.
Os três homens também participaram "numa conferência virtual sobre o tema da alteração do regime e da redação de uma nova Constituição", acrescentou o Jam-e Jam.
Por sua vez, o antigo Presidente moderado Hassan Rohani apelou à realização de um referendo sobre a "diplomacia", a "política interna" e a "economia".
Em 18 de abril, o guia supremo, ‘ayatollah’ ali Khamenei, rejeitou a proposta mas sem efetuar uma alusão direta a estas declarações.
LUSA