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Sueco vai responder em tribunal por fornecer informações à Rússia

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Data de publicação
28 Agosto 2023
15:05

Um cidadão sueco nascido na Rússia foi acusado hoje de recolher informações para o serviço de informações militares russos, GRU, durante quase uma década.

O Ministério Público da Suécia disse que Sergey Skvortsov, 60 anos, foi acusado de "graves atividades ilegais de informações contra a Suécia e contra uma potência estrangeira", que foi identificada como sendo os Estados Unidos.

Skvortsov foi detido em novembro, juntamente com a sua mulher, numa operação em Nacka, nos arredores de Estocolmo, tendo ficado sob custódia, mas nega qualquer irregularidade, segundo sua advogada de defesa, Ulrika Borg.

De acordo com a acusação, de 01 de julho de 2014 a novembro de 2022, Skvortsov "secretamente e/ou com o uso de meios fraudulentos conduziu atividades para o Estado russo com o objetivo de obter informações cuja divulgação a uma potência estrangeira poderia pôr em perigo a segurança da Suécia."

Skvortsov utilizava equipamento eletrónico e fazia parte de uma rede de espiões ao serviço do regime russo, de acordo com a acusação.

Os procuradores alegam que Skvortsov usou a sua firma de importação e exportação para obter tecnologia ilicitamente e entregá-la ao GRU.

"O negócio consistia ainda na aquisição de dados sob a forma de informações e na aquisição de vários objetos que o Estado russo e as forças armadas - devido a regulamentos e sanções de exportação - não foram capazes de adquirir no mercado aberto", segundo os procuradores

O chefe da unidade de contraespionagem da agência de segurança interna da Suécia, Daniel Stenling, disse que estava ciente de que outras empresas semelhantes exportavam para a Rússia, mas recusou-se a dar mais pormenores.

A emissora televisiva sueca SVT informou que Skvortsov viveu na Suécia durante 25 anos e obteve a cidadania sueca em 2012.

O julgamento deve começar em 04 de setembro.

Um agente especial do FBI aparece entre as testemunhas "para confirmar que as atividades de Sergey Skvortsov poderiam ter colocado em perigo a segurança dos Estados Unidos" e que as suas atividades incluíam "negociações com várias empresas norte-americanas", segundo a acusação.

Se vier a ser condenado em tribunal, Skvortsov pode ter de cumprir uma pena de até seis anos de prisão.

Lusa

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