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Rogério Gouveia defende benefícios fiscais para estimular responsabilidade ambiental na Zona Franca

JM-Madeira

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Data de publicação
16 Junho 2023
12:17

Rogério Gouveia, secretário regional de Finanças, afirmou, hoje, que a política fiscal seria uma boa forma para estimular mais empresas a adotarem uma postura de responsabilidade ambiental

Esta posição foi defendida pelo governante na cerimónia de entrega dos Prémios Ambientais aos empreendimentos localizados na Zona Franca Industrial, que decorreu esta manhã nos escritórios da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, no Caniçal.

"É, de facto, um dos nossos objetivos para aquele que esperamos que venha a ser o novo regime de auxílios de estado da Zona Franca que as empresas que sejam mais responsáveis do ponto de vista ambiental tenham uma majoração no potencial benefício fiscal que venham a obter", relevou o secretário regional, frisando que a redução da pegada climática é precisamente um dos pilares no orçamento da Região no capítulo da sustentabilidade.

É neste sentido que o tutelar da pasta das Finanças voltou a congratular a SDM pela continuidade na atribuição destas distinções há já 13 anos, mostrando-se igualmente satisfeito por testemunhar o aumento de empresas com certificação ambiental na Zona Franca, para além de que entre as empresas hoje premiadas várias são já "reincidentes".

"É também uma prova mais do que evidente do compromisso de responsabilidade que as empresas licenciadas têm tido para com a comunidade, não só ao nível da criação dos postos de trabalho e do contributo efetivo e manifesto que têm para o orçamento da Região com as receitas fiscais que daqui advêm, mas também pelo contributo da política e da responsabilidade social, particularmente no que diz respeito às boas práticas ambientais. São todas valências e mais valias que a Zona Franca traz à economia regional", vincou.

Não obstante, Rogério Gouveia deixou dois reptos à concessionária: o primeiro desafio é o de que o programa do próximo ano conte com mais empresas aderentes, uma vez que tal significaria mais parceiros nesta causa ambiental; já o segundo prende-se com o alargamento destas distinções aos Registo Internacional de Navios, de forma a premiar os armadores com embarcações que cumpram os objetivos climáticos, o que poderia afirmar-se como uma "nova bandeira para a Zona Franca da Madeira"

A este propósito, o governante ressaltou o crescimento satisfatório deste registo, que "tem vindo a ganhar terreno entre os seus concorrentes, sendo já o terceiro registo ao nível europeu e o 13.º ao nível mundial".

"E não queremos parar por aqui. Queremos continuar a crescer, mas com embarcações modernas e amigas do ambiente e, como tal, fica aqui o desafio para que nesse outro ramo do Centro Internacional de Negócios possamos também valorizar e incrementar este reconhecimento perante os nossos parceiros", rematou.

Edna Baptista

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