A taxa de variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor (IPC) na Região fixou-se em 3,2% em março, “mantendo-se inalterada face ao mês anterior”.
De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), “a inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, situou-se em 2,8%”, o que representa “um decréscimo de 0,1 pontos percentuais relativamente ao mês precedente”.
No mesmo período, “os preços dos bens subiram 2,1%, enquanto os serviços tiveram um aumento mais expressivo, de 4,4%”, evidenciando uma maior pressão inflacionista neste último segmento.
Entre as principais variações, “as maiores variações positivas observaram-se nas classes de ‘Restaurantes e serviços de alojamento’ (8,1%), ‘Saúde’ (4,5%) e ‘Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas’ (4,0%)”. Em sentido inverso, “a classe do ‘Vestuário e calçado’ registou a variação negativa mais acentuada (-1,3%)”.
A nível nacional, o índice apresentou um comportamento mais moderado, com “uma variação média de 2,3%, mantendo-se inalterada face ao mês anterior”.
Em termos homólogos, isto é, comparando com março de 2025, “a variação de preços foi de 3,2% (2,7% no País), +0,4 p.p. face ao mês anterior”. Neste indicador, “as classes de ‘Transportes’ e de ‘Restaurantes e serviços de alojamento’ (ambas com 0,8 p.p.) foram as que mais contribuíram para a variação homóloga do IPC”.
A nivel mensal, “verificou-se uma variação nos preços de 1,4% (0,8% no mês anterior)”, enquanto no conjunto do país “a variação do IPC foi de 2,0% (0,1% em fevereiro de 2026)”.
No que diz respeito à habitação, “o valor médio das rendas por metro quadrado de área útil, na Região, apresentou uma variação de 0,4% face ao mês anterior e de 6,5% se comparado com o mês homólogo”, revelando uma subida contínua, ainda que menos acentuada do que no período anterior.