A líder da oposição venezuelana e o filho do último Xá da Pérsia debateram hoje em Washington o futuro dos respetivos países, perante a substituição de Nicolás Maduro e a contestação popular no Irão.
“Partilhámos perspetivas sobre as nossas respetivas lutas e unimos os nossos esforços em prol de um objetivo comum: a libertação do Irão e da Venezuela da opressão”, indicou María Corina Machado na sua conta da rede social X.
Machado encontra-se na capital federal dos Estados Unidos desde a semana passada, quando se encontrou com o Presidente, Donald Trump, e lhe ofereceu a sua medalha do prémio Nobel da Paz 2025.
Reza Pahlavi, o primogénito de Mohammad Reza Pahlavi, que governou o Irão até à Revolução Islâmica de 1979, vive exilado nos Estados Unidos e afirma ter um plano para assumir o poder em Teerão, em caso de queda do regime teocrático dos ‘ayatollahs’.
Durante o encontro, María Corina Machado disse ter expressado a sua “profunda admiração pelo povo iraniano, que continua a lutar pelo seu futuro com enorme coragem perante a brutal repressão”.
Denunciou ainda que a aliança entre o chavismo em Caracas e a teocracia em Teerão “transformou a Venezuela no epicentro da influência iraniana, pondo em risco a segurança de todo o continente americano”.
“A sobrevivência destes regimes não é apenas uma tragédia para os nossos cidadãos, que exigem democracia de forma esmagadora, mas também uma ameaça direta à estabilidade global e aos Estados Unidos”, sustentou Machado.
Embora Trump tenha até agora excluído a líder da oposição venezuelana do processo de transição na Venezuela - apoiando o Governo liderado pela Presidente interina chavista, Delcy Rodríguez -, depois de ela ter sido distinguida com o prémio Nobel da Paz, declarou que gostaria de a “envolver” no futuro do país.
Em relação ao Irão, o executivo de Trump não apoiou publicamente o plano de governo proposto por Pahlavi para a eventualidade de os protestos no país derrubarem a República Islâmica.