O Governo Regional da Madeira manifestou “profunda satisfação” pela libertação de Pedro Javier Rodriguez Fernández, médico de 43 anos e cidadão lusodescendente, que esteve detido durante três meses na República Bolivariana da Venezuela. Em comunicado assinado pelo presidente Miguel Albuquerque, o executivo regional sublinha tratar-se do primeiro descendente de madeirenses a ser libertado neste contexto.
Para o Governo Regional, o desfecho representa “um momento de esperança”, não apenas para o próprio e para a família, mas também para a comunidade madeirense e portuguesa residente naquele país.
Na mesma nota, o executivo liderado por Miguel Albuquerque regista com “expectativa positiva” a iniciativa da presidente interina venezuelana, Delcy Rodriguez, de avançar com uma proposta de lei de amnistia destinada a abranger presos políticos detidos desde 1999, com o objetivo declarado de “sanar feridas” e “promover a convivência pacífica”.
Apesar deste sinal considerado encorajador, o Governo Regional lembra que permanecem ainda detidos cidadãos madeirenses e descendentes de madeirenses por motivos políticos, identificando os casos de Juan Francisco Rodríguez dos Ramos, Fernando Venâncio Martínez e Jaime Orlando dos Reis Macedo, situações que, refere, continuam a merecer elevada atenção por parte da Região.
O comunicado acrescenta que a Região irá prosseguir diligências institucionais e diplomáticas, em articulação com entidades nacionais e internacionais, com vista à libertação dos cidadãos ainda privados de liberdade, reiterando solidariedade para com as respetivas famílias e com a comunidade portuguesa na Venezuela.
“O Governo Regional reafirma o seu compromisso de acompanhar, de forma próxima e permanente, a evolução da situação na Venezuela, mantendo-se firmemente empenhado na proteção intransigente de todos os cidadãos madeirenses e lusodescendentes residentes no exterior”, conclui.