Nove adeptos com residência na Região foram alvo de medidas de interdição de acesso a recintos desportivos durante a época 2024/2025, na sequência de comportamentos ilícitos registados sobretudo no futebol. Os dados constam do Relatório Anual de Análise da Violência associada ao Desporto (RAViD), que será divulgado esta sexta-feira, pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).
De acordo com o relatório, preparado em articulação com o Ponto Nacional de Informações sobre Desporto (PNID), sediado na Polícia de Segurança Pública (PSP), todos os incidentes registados na Madeira dizem respeito à modalidade de futebol, sendo três ocorridos no futebol profissional e seis no futebol não profissional.
Entre os ilícitos mais frequentes estão o incumprimento do dever de usar correção e o arremesso de objetos, ambos com dois casos registados. A utilização de pirotecnia e comportamentos de racismo ou xenofobia também motivaram duas interdições cada, sendo estes últimos associados a uma média etária mais elevada, na ordem dos 52 anos. Registou-se ainda um caso de infração imputada a agente desportivo por violação do dever de correção.
A média de idades dos adeptos interditos situa-se nos 40 anos, enquanto o período médio de interdição ronda os 13 meses. No entanto, as sanções variam consoante a gravidade da infração, podendo atingir os 20 meses nos casos relacionados com pirotecnia e os 18 meses em situações de racismo ou xenofobia.
O RAViD 2024/2025, que corresponde à sua 6.ª edição, será disponibilizado na íntegra na página oficial da APCVD, refletindo a realidade nacional e regional no combate à violência no desporto e reforçando a necessidade de medidas preventivas para garantir a segurança e a integridade dos espetáculos desportivos.