Embaixador de Portugal congratula retoma das comemorações 10 de junho na África do Sul

Raul Caires

Manuel Carvalho, embaixador de Portugal em Pretória, África do Sul, congratulou a retoma das comemorações Dia de Portugal no país africano após um interregno de dois anos devido à pandemia de covid-19, tendo salientado, contudo, as dificuldades registadas nos últimos dois meses.

“Após dois anos em que as comemorações não foram possíveis, conseguiu-se criar um programa de eventos associativos em Pretória, Joanesburgo, Vanderbylpark e, justamente, Mossel Bay (Cabo)”, começou por observar o diplomata numa mensagem dirigida à comunidade portuguesa radicada no país da África Austral.

“Compareci em muitos desses eventos e tive o prazer de ver a boa adesão do público e, em especial, de jovens da nossa comunidade. Em Vanderbijlpark, a 16 de junho, foi lembrado que esse era também o Dia da Juventude na África do Sul – país que nos acolhe e que saudamos também. Tivemos a honra de ter em Pretória e Joanesburgo a Sra. Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que daqui saiu muito mais consciente das perspetivas e desafios com que se deparam os portugueses de cá”, acrescentou Manuel Carvalho, antes de lembrar os que partiram e os que ficaram e ajudaram outros a enfrentarem as dificuldades.

“Ao retomarmos as festas quero também pedir a todos um pensamento para os que sofreram durante a pandemia, para os que gostaríamos que estivessem hoje connosco mas que nos deixaram e para aqueles que passaram dificuldades. Quero também congratular todos os que ultrapassaram as dificuldades e todos os que ajudaram os que estavam em necessidade”, disse.

“Não encontrámos o paraíso ao sairmos da pandemia, não neste país. Nos últimos 12 meses tivemos tumultos, cheias, secas e outros sobressaltos, incluindo a criminalidade, a agitação política, os efeitos da desigualdade e os impactos da invasão da Ucrânia”, lembrou depois, mas fazendo questão de salientar que foi mais uma vez possível constatar “como a África do Sul continua a mostrar a resiliência para recuperar”.

O diplomata assegurou ainda que a Embaixada e toda a rede consular procurou ajudar quem mais precisou de apoio nos tempos mais difíceis da pandemia, destacando as possibilidades de viagem que foram abertas quando os voos estavam suspensos, e ainda com a disponibilização, embora “discretamente”, de “ajudas financeiras especiais a dezenas de casos de carência que nos foram dados a conhecer”.

Manuel Carvalho lembrou ainda que foi celebrada uma “parceria entre o MNE [Ministério dos Negócios Estrangeiros] e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para a capacitação das instituições de solidariedade social da nossa comunidade com que trabalhamos”.

No presente, prosseguiu, por força das “viagens que voltaram a ser possíveis, vemos muitos a quererem viajar a Portugal – o que significa que estamos ocupados a emitir a documentação requerida”.