Madeira reforça atuação na cibersegurança

David Spranger

A Madeira tem consciência de que não está imune aos ciberataques e vai canalizando para essa área todos os recursos possíveis para reforçar a segurança.

“São frequentes algumas tentativas e por isso é que também desde 2020 temos uma equipa no seio da Direção Regional de Informática especificamente dedicada à cibersegurança, coordenando todos os procedimentos transversais à administração pública”, conforme relevou esta tarde Rogério Gonçalves, secretário regional das Finanças, que tutela a Direção Regional de Informática.

O governante constata que “não se verificaram perturbações no serviço público prestado, o que significa que a defesa e a equipa da cibersegurança funcionou atempadamente”, mas, lembra, “temos tido outros exemplos fora da administração pública regional, como foi o caso recentemente de um município, em que ficou alguns dias sem sistemas. Foi um ataque severo, que não queremos que aconteça ao nível do Governo Regional”.

O testemunho de Rogério Gouveia foi deixado à margem de um exercício, de âmbito nacional, que ontem decorreu na Região, experienciando um simulacro de “um ataque de corte de comunicações, em que, hipoteticamente, ficaríamos sem cabo submarino e isolados do mundo e em que esse ataque seria circunscrito ao Serviço Regional de Saúde. E como é uma infraestrutura primordial e estratégica para a Região, tentamos perceber se esse ataque acontecesse, com essa magnitude, de forma é que iríamos reagir e que modelo é que temos que implementar no terreno para que um dano adicional não ocorra”.

O secretário regional releva a importância destes exercícios “em que detetamos sempre alguns procedimentos que merecem ser afinados e aprimorados” e neste caso específico “testamos também a nossa capacidade de comunicação interna em caso de incidentes”.