Uma das filhas do coronel Juan Rodriguez Ramos, um dos dois presos políticos madeirenses na Venezuela, quer saber que é que está a ser feito, por parte das autoridades portuguesas no sentido de garantirem a segurança e a libertação dos “cidadãos injustamente encarcerados”.
Em carta, dirigida ao Governo da República Portuguesa, ao Governo Regional da Madeira e ao Gabinete das Comunidades Madeirenses, a que o JM teve acesso, Alejandra Rodríguez pede informações claras e transparentes sobre as “ações concretas que foram realizadas ou estão a ser desenvolvidas” desde o anúncio da libertação dos presos políticos.
“Como família de Juan Rodriguez continuamos a aguardar informações oficiais, apoio institucional e uma atuação firme do Estado português na defesa dos seus direitos fundamentais. Portugal e a Região Autónoma da Madeira têm sido historicamente um referencial de proteção e compromisso para os seus cidadãos e comunidades no estrangeiro. Hoje, mais do que nunca, necessitamos de sentir essa proteção e esse compromisso traduzidos em ações concretas e numa comunicação clara”, apela a jovem residente na Madeira há oito anos juntamente com a irmã gémea.
De acordo com a ONG Foro Penal, Juan Rodriguez dos Ramos foi condenado, em 9 de dezembro de 2022, a 30 anos de prisão, pelos crimes de financiamento ao terrorismo e associação criminosa. O caso está associado a uma investigação sobre um alegado atentado contra Maduro, em 2018, em Caracas.