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Sustentabilidade não se faz por decreto

Data de publicação
27 Janeiro 2026
12:27

A ACIF promoveu na manhã desta terça-feira uma sessão informativa junto dos seus associados, versando a temática em torno da sustentabilidade, nomeadamente na sua interseção com o setor turismo.

Para o efeito, convidou para orador Paulo Brehm, consultor especializado em sustentabilidade, comunicação e estratégia no setor do turismo. Country manager da Travelife for Tours Operators em Portugal, Brehm falou no auditório daquela associação, abordando duas áreas do tema, mormente ‘a importância da aposta da sustentabilidade para o setor do turismo’ e a certificação e formação em sustentabilidade: caminhos para as empresas’.

Paulo Brehm vinca que “a sustentabilidade não se faz por decreto”, fazendo notar ser essencial o envolvimento de todos, estendendo este universo também à auscultação que terá de ser feita aos residentes “antes de serem todas decisões”.

“É necessário que cada um de nós dê o seu contributo, e esse cada um de nós é desde a pessoa em casa, o cidadão, como nas empresas é toda a gente, basicamente, desde o porteiro até o CEO, e a ideia aqui é dizer que todos temos uma responsabilidade para tornar o destino sustentável, para que a Madeira seja sustentável,”, releva, a respeito daquela ‘convocação’ geral

Especificamente, “no caso estamos a falar de sustentabilidade turística, portanto desde os hoteleiros, as agências viagens e operadores turísticos, as empresas de animação turística, todos têm que estar muito conscientes de que é necessário trabalhar com esse objetivo, mas mais do que trabalhar com esse objetivo, é necessário pensar em certificar o seu trabalho, e as certificações, que é um bocadinho aquilo que eu também venho aqui trazer, é explicar que é uma forma apenas de dar garantias aos nossos clientes internacionais e aos mercados internacionais, de que de facto as coisas estão a ser feitas como devem ser”.

Paulo Brehm também não alinha da teoria de saturação de turismo na Região, mas sim tão somente em determinados locai e em determinadas horas, propondo que se calhar é altura de investir em novos percursos pedestres, para diversificar a oferta.

Diz-se, ainda, defensor das taxas turísticas, “mas é importante que saibamos onde é utilizado o dinheiro”, garantindo que os turistas não deixam de vir por causa das taxas”, deixando implícito, contudo, que talvez o turista nacional pudesse ter algum tratamento diferenciado.

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