A greve de motoristas para o dia 13 de março vai ser mantida. A garantia foi deixada, há momentos, por Manuel Oliveira, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros, assim que chegou à Quinta Vigia, depois de uma reunião mantida com o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, que ouviu os sindicalistas e cuja discussão deu origem a uma reunião marcada para o dia 12 de março, com o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas e o conselho de administração da HF. Inicialmente, havia a informação de que Miguel Albuquerque também estaria presente, mas acabou por não se confirmar.
De manhã, recorde-se trabalhadores da Horários do Funchal e do privado desceram em manifestação desde a sede daquela empresa, tendo passado em frente à Câmara Municipal do Funchal e subido até a Quinta Vigia, onde Manuel Oliveira pediu uma reunião com o presidente do Governo Regional.
Eram perto das 13 horas, quando o sindicalista recebeu a resposta de Miguel Albuquerque estava com uma agenda preenchida. Manuel Oliveira foi convidado, no entanto, com alguns elementos, a reunir-se, pelas 14h30, com o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas. Às 14h20, a delegação já estava no Campo da Barca e foi, de imediato, recebida por Pedro Fino.
A reunião, a porta fechada, demorou mais de uma hora. No final do encontro nem o secretário regional nem o presidente do Sindicato quis falar aos jornalistas. Manuel Oliveira afirmou que só o faria depois de transmitir aos trabalhadores que continuavam concentrados na Quinta Vigia, aquilo que tinha sido abordado no encontro com o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, que tutela os transportes.
Assim, Manuel Oliveira voltou a subir até a Quinta Vigia, onde admitiu boas intenções por parte do Governo. Mas afirmou que a greve será mantida. Se as boas intenções não passarem disso mesmo, o Sindicato admite que os trabalhadores poderão avançar com mais períodos de luta, nomeadamente no dia da Festa da Flor e do aniversário da empresa. “O sindicalista afirmou que o que se pretende não é fazer mais greves. O que queremos é o problema resolvido”, disse.
De sublinhar que esta manifestação foi considerada uma das maiores de todos os tempos. A Horários do Funchal, ao fim da manhã, disse que esperava maior compreensão do Sindicato. O Sindicato afirma que houve pressão, que ultrapassou os limites. Diz que os trabalhadores tiveram imenso respeito pelos funchalenses, pelos clientes que transportam.