Após a reunião de do executivo da Câmara do Funchal, Gonçalo Aguiar, em representação de Rui Caetano do PS criticou o desempenho orçamental de 2025 e a revisão orçamental 2026, “ao que o PS votou contra”.
”Estes são os documentos provam aquilo que nós temos vindo a denunciar ao longo do tempo, que mostra que existem medidas, nomeadamente na habitação, que necessitam de ser acauteladas e não estão a ser acauteladas”, sublinhou.
Gonçalo Aguiar apontou ainda para a transição de verbas no valor de 33 milhões de euros, “que mostram, de certa forma, que não houve capacidade de prever e antever estas receitas e alocá-las onde os funchalenses necessitam”, criticou.
No que toca à aplicação destas verbas na revisão orçamental, o vereador considerou que a opção não resolve os problemas estruturais da cidade. “A alocação na revisão orçamental destes 33 milhões de euros é, novamente, para resolver problemas pontuais, certamente, mas nunca aqueles que vão efetivamente transformar a cidade para melhor”, declarou.
Questionado sobre se estas verbas estavam inicialmente destinadas à habitação, Gonçalo Aguiar esclareceu: “Não, estes 33 milhões de euros são verbas que transitam do ano anterior e que são distribuídos em vários programas, em várias ações que a Câmara necessita, mas o que nós continuamos a verificar é a incapacidade de os alocar para os problemas que nós identificamos e que já havíamos identificado há algum tempo”.
“Isto vai ser mais um ano perdido, mais um ano em que a cidade ficará à espera que os problemas se resolvam, mas como sabemos não se vão resolver”, concluiu.