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Pais têm de ser responsabilizados pelo tempo dos filhos nas redes sociais

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
16 Abril 2024
17:32

As crianças estão expostas aos ecrãs e às redes sociais cada vez mais cedo. Foi com o intuito de debater o impacto dessa realidade que a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Calheta organizou, hoje, o evento ‘O Futuro num clique’, no auditório MUDAS-Museu de Arte Contemporânea. Sandra Andrade, coordenadora do organismo, deu nota ao JM que o evento foi muito positivo, “com mais de 100 inscrições”, sendo reconhecido que as entidades estão atentas a este fenómeno.

A responsável referiu que o acesso dos menores, desde muito cedo, aos ecrãs e redes sociais, “é um tema emergente, vivemos na era tecnológica”, sublinhando que “é importante que as pessoas prestem atenção aos problemas associados ao uso excessivo das redes sociais, como fazer prevenção e estar alerta a mudança de comportamento das crianças e jovens.

Sandra Andrade ressalvou que o tempo que os menores passam em frente aos ecrãs e redes sociais, “cujo acesso acontece desde que nascem”, se deve ao facto de os pais utilizam os equipamentos. “Não queremos culpar os pais. Eles não têm culpa. A nossa geração não foi ensinada como agir nestes casos”. O objetivo, vincou a coordenadora da CPCJ da Calheta, é que não sendo os progenitores culpados, eles são “responsáveis”. Por isso, entende que “temos de responsabilizar os pais das suas funções parentais”.

Ao longo do evento, foram dinamizados dois painéis, nomeadamente ‘Prevenção e combate ao uso excessivo dos ecrãs’ e ‘Prevenção e combate à violência online contra crianças e jovens”, que contaram com oradores de diferentes organismos na Região, como da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências, Ordem dos Psicólogos, Segurança Social, e Polícia judiciária.

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