Está a decorrer até amanhã, na cidade do Porto, mais concretamente, no Auditório da Fundação Manuel António da Mota, o IV Congresso ‘Cidades que Caminham’ sob o lema ‘Caminhar é pertencer’. A iniciativa reúne autarcas de todo o país, bem como de Espanha e técnicos municipais, com o objetivo de promover, sensibilizar e refletir, sobre o papel do caminhar enquanto prática estruturante da vida urbana, da coesão social e da inclusão territorial.
O evento centra-se nas condições necessárias para tornar cidades e vilas mais acessíveis, seguras e acolhedoras para todas as pessoas, valorizando o espaço público como lugar de encontro, participação e pertença.
A iniciativa é promovida pelo Instituto de Cidade e Vilas com Mobilidade e movimento Cidades e Vilas que Caminham, do qual o Funchal faz parte já que, uma vez que no início deste ano, mais precisamente em Fevereiro, o Município do Funchal, assinou o Protocolo de Adesão à Rede de Cidades e Vilas que caminham.
No Porto e na sua intervenção e na qualidade de presidente da CMF, mas também da AMRAM, Jorge Carvalho realçou a “preocupação do Funchal, em particular, mas igualmente dos municípios da Região, com a mobilidade pedonal dos cidadãos, nomeadamente com a implementação de políticas municipais e criação de condições nesse sentido, lembrando ainda a importância de que a caminhabilidade tem também no turismo, principal atividade económica do arquipélago. Ou seja: não só para os que vivem e trabalhem no Funchal, como também para os que o visitam”.
Jorge Carvalho apontou ainda “que as cidades devem apostar não só na eliminação de barreiras que sejam obstáculos à mobilidade e ao uso fruto das cidades como ainda na questão da qualidade dos pisos para a circulação, até pela premência de população idosa, sendo que, no seu entender, é pelas pessoas e para as pessoas que as políticas municipais ligadas a esta área devem ser executadas”.
Note-se que o presidente da Câmara Municipal do Funchal participa, neste congresso, acompanhado por técnicos da autarquia. O evento decorre ao longo de dois dias onde estão a ser debatidas políticas públicas, planeamento urbano e desenho do espaço público orientados para a mobilidade pedonal.