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Jardim da Serra precisa de plano integrado de desenvolvimento agroflorestal, defende centro

Data de publicação
14 Junho 2024
14:11

O Centro de Desenvolvimento e Inovação Sociocultural e Agroflorestal (CDISA) defendeu, hoje, a necessidade de ser elaborado e concretizado um Plano Integrado de Desenvolvimento Agroflorestal para o Jardim da Serra, o qual deveria ser extensivo às restantes terras altas do Município de Câmara de Lobos.

Numa nota enviada à redação, assinala pela direção deste centro, é relatado que as cerejeiras desta localidade estão a desaparecer, sendo este um fenómeno que começou a tornar-se visível há duas décadas.

“Estas árvores de fruto começaram por ficar enfraquecidas e, com uma velocidade mais ou menos acelerada, foram secando. As causas principais desse fenómeno são as alterações climáticas: falta de frio e de chuva e forte presença de pragas. Com a redução do número de pomares e, consequentemente, do número de árvores, a população do Jardim da Serra perdeu o seu principal potencial produtivo”, lamentou o CDISA, que mais apontou que, hoje, “são muito raros os agricultores que instalam novos pomares de cerejeiras e, muitos deles, já não renovam nem cuidam dos pomares debilitados que ainda persistem”.

Segundo este centro, este é um fenómeno que se repete na cultura dos macieiras/pereiros, das ameixeiras, dos castanheiros e das nogueiras, denotando-se, assim, como o trabalho que tem sido feito pelo Governo Regional, pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos e pelo próprio CDISA Quinta Leonor “já não é suficiente para mitigar os efeitos negativos que este fenómeno traz, à localidade, tanto a nível económico, como a nível social e ambiental”.

Por isso mesmo, para o Centro de Desenvolvimento e Inovação Sociocultural e Agroflorestal, é necessário encontrar uma resposta urgente da comunidade local e das entidades públicas e privadas, passando tal resposta pela concretização de um plano integrado de desenvolvimento “que recupere e regenere as áreas agrícolas e as áreas florestais e que promova o bom uso da água”.

“Esse plano deverá garantir apoio científico, técnico e financeiro, tanto para os agricultores e silvicultores que queiram preservar as variedades regionais sujeitas a erosão, como para aqueles que se queiram dedicar ao cultivo de variedades agrícolas mais produtivas e adaptadas às condições edafoclimáticas atuais. Dado que as terras altas de Câmara de Lobos possuem as mesmas variedades agrícolas e estão sujeitas a problemas semelhantes, seria muito importante que esse plano fosse extensivo a todos esses territórios”, concluiu o centro.

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