O Partido Socialista volta a apresentar o projeto de resolução que "Recomenda ao Governo Regional a Extinção das Sociedades de Desenvolvimento".
Jacinto Serrão começou explicar a proposta citando o ex-deputado no parlamento nacional e antigo secretário regional Sérgio Marques, em entrevista ao DN de Lisboa, de obras "inventadas" e "negociatas" envolvendo as sociedades de desenvolvimento, ou "as sociedades dos investimentos loucos", como acrescentou o socialista na sua intervenção. Lembrou o peso de uma dúvida regional que ficará "nas costas das gerações futuras".
Jacinto Serrão entende que a dívida ocultada é "dinheiro público furtado aos madeirenses, aos idosos, às crianças, ao povo madeirense", que poderia ter sido usado para resolver vários problemas estruturantes, como as listas de espera na saúde, na educação, no desemprego, "dos graves problemas de pobreza e de exclusão que entram em causa de 70 mil madeirenses neste momento".
Ao longo dos anos, "as sociedades de desenvolvimento furtaram milhões de dinheiros públicos", enfatizou o socialista.
Críticas para o presidente do Governo Regional que continua a "injetar dinheiros nas sociedades de desenvolvimento", com 320 milhões de euros nos últimos anos, afirmou ainda Jacinto Serrão, rematando que a obra do futuro hospital central e universitário da Madeira só avança graças ao governo da República.
No seu entender, a solução para que as sociedades deixem de "lapidar" os cofres regionais, com implicações diretas nos madeirenses, é "acabar" com as mesmas, esperando que a maioria aprove a proposta socialista.
Paula Abreu