MADEIRA Meteorologia

Interrogatório a Pedro Calado não deverá ficar concluído hoje - Advogado

Data de publicação
07 Fevereiro 2024
14:23

O advogado do ex-presidente da Câmara Municipal do Funchal, detido no âmbito de um processo a suspeitas de corrupção na Madeira, perspetivou hoje que o interrogatório a Pedro Calado não irá ficar concluído esta tarde.

À saída do Tribunal de Instrução Criminal, no Campus de Justiça, em Lisboa, para a pausa de almoço, Paulo Sá e Cunha disse aos jornalistas que o interrogatório “está em curso”, continuando a “decorrer a bom ritmo”.

“É o que eu posso revelar em termos de objetivos. Terminamos logo às 17:00. O que me faz supor que amanhã [quinta-feira] poderemos ter que dar continuidade ao interrogatório”, afirmou.

Quinze dias depois de ter sido detido, Pedro Calado cumpre hoje o segundo dia de inquirição a cargo do juiz de instrução criminal Jorge Bernardes de Melo, depois de, na terça-feira, ter sido ouvido perto de três horas na parte da manhã e meia hora à tarde, tendo os trabalhos terminado cerca das 17:30.

Hoje, pelas 12:00, fonte judicial disse que o interrogatório tinha recomeçado pelas 10:50, quando estava previsto para as 09:30, devido “à transcrição de cd” (discos).

No entanto, Paulo Cunha e Sá disse que a inquirição tinha iniciado às 09:30, estando previsto o reinício depois da pausa para almoço para as 14:30.

Em relação ao teor do interrogatório, Sá e Cunha reafirmou que este “está a ser muito longo” e que normalmente “são mais rápidos e que as medidas de coação são conhecidas a seguir”.

“Tenho tido algumas notícias também do que se está a passar no Porto noutro processo, que é um processo complicado. As coisas andam mais depressa. Aqui estão a andar mais devagar. Isso não significa que, até porque o andar mais devagar, não respeita aos direitos de defesa dos arguidos”, disse.

Na terça-feira, o advogado do ex-autarca disse que Pedro Calado tem tido “um belíssimo desempenho” nos esclarecimentos às questões do juiz de instrução e está “naturalmente cansado”, mas “muitíssimo concentrado na sua defesa e consciente de que é importante defender-se”.

O advogado escusou-se na ocasião a fazer comentários sobre a medida de coação que poderá ser determinada pelo juiz, alegando desconhecer “que medida vai ser pedida”, e sublinhou que os factos imputados ao seu constituinte têm estado a ser por ele “cabalmente esclarecidos”.

“Os esclarecimentos destinam-se a esclarecer factos, os factos podem indiciar crimes ou não indiciar crimes, portanto, nesta fase aquilo que nós pretendemos é afastar a indiciação de crimes. As medidas de coação têm a ver com outra realidade”, explicou Sá e Cunha.

Sobre a renúncia de Pedro Calado ao mandato de presidente da Câmara do Funchal, o advogado referiu que “tem a ver com razões de natureza política, não tem nada a ver com o processo judicial”.

Na sua opinião, um político não se deve demitir apenas perante suspeitas ou a condição de arguido pois a “presunção de inocência vale até ao trânsito em julgado da condenação” e, no caso de Calado, ainda se está “longe disso”.

Pedro Calado é o terceiro suspeito do caso de alegada corrupção na Madeira a ser ouvido, depois de terminados os interrogatório aos empresários Custódio Correia e Avelino Farinha, também detidos no âmbito do mesmo processo.

Só no final de todos os interrogatórios serão conhecidas as medidas de coação.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Concorda com a mudança regular da hora duas vezes por ano?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas