A representante do Núcleo Regional da Quercus, Elsa Araújo, afirmou que a associação não dá ainda o processo por encerrado relativamente ao Caminho das Ginjas, sublinhando que só ficará verdadeiramente tranquila quando for conhecida a decisão da Justiça sobre a queixa apresentada contra a intenção do Governo Regional.
Em declarações à rádio JM FM, Elsa Araújo considera positivo o recuo do executivo madeirense, mas deixa reservas quanto ao alcance dessa posição. “Agrada-nos que, aparentemente, o Governo Regional tenha desistido dessa sua pretensão de destruir património natural, algo que já fez há relativamente pouco tempo. No entanto, só ficaremos descansados quando soubermos a decisão final da Justiça em relação à ação que foi interposta”, afirmou.
A dirigente ambientalista alerta que, na sua leitura, não se trata de uma desistência plena da obra. “Convém sublinhar que isto não é desistir da obra, uma vez que o Governo diz que agora ela poderá avançar sob a tutela do IFCN. Ou seja, não é uma desistência completa”, frisou, acrescentando que, para a Quercus, o cenário ideal seria a inexistência de qualquer intervenção no local.
Elsa Araújo reforça que a associação aguarda serenamente o desfecho judicial, mas mantém a sua posição crítica. “Só ficaremos descansados quando soubermos qual é a decisão da Justiça relativamente à ação movida contra o Governo Regional. Dizer que se desiste de uma obra desta natureza não nos convence”, sustentou.
A responsável esclareceu ainda que, até ao momento, não existe qualquer decisão conhecida. “A Justiça ainda não se pronunciou sobre a pretensão do Governo em pavimentar o Caminho das Ginjas. Não há, que se saiba, uma decisão final, e aguardamos serenamente por esse desfecho”, concluiu.