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Autarca de São Vicente considera “lamentável” o abandono do Caminho das Ginjas

Data de publicação
17 Fevereiro 2026
12:32

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, José Carlos Gonçalves, lamentou a decisão do Governo Regional de abdicar da obra de pavimentação do Caminho das Ginjas, após sucessivas providências cautelares, considerando tratar-se de uma infraestrutura “importante e estratégica” para o concelho.

Em declarações à rádio JM FM, o autarca revelou que a informação já lhe tinha sido transmitida pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, em duas ocasiões, incluindo numa recente reunião com o executivo municipal. “Já fomos informados de que a verba destinada ao Caminho das Ginjas acabou por ser ultrapassada pelos processos interpostos por ambientalistas”, afirmou, classificando a situação como “lamentável”.

José Carlos Gonçalves sublinha que a estrada é fundamental para São Vicente, tanto do ponto de vista da mobilidade como da segurança. “É uma via importante para o concelho e acreditamos que, numa próxima disponibilidade orçamental, o Governo Regional terá também todo o interesse em avançar com a obra”, disse, acrescentando que o processo está agora acompanhado pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza.

O edil frisou ainda que a população local apoia a construção do caminho e defendeu que a intervenção não representa uma ameaça ambiental. “Sou pessoalmente a favor desta estrada, assim como a população de São Vicente. Basta lembrar o dia 20 de fevereiro, quando ficámos encurralados no concelho. Esta via é essencial para a segurança das pessoas”, recordou.

Além da vertente da proteção civil, o presidente da autarquia destaca o potencial turístico da infraestrutura. “Permitiria um acesso mais fácil a uma zona de grande beleza natural, facilitando caminhadas para desfrutar do que é bonito em São Vicente”, sustentou.

José Carlos Gonçalves garante que a reivindicação não será abandonada. “Nunca deixaremos cair esta estrada. Vamos defendê-la acerrimamente, porque não é prejudicial à floresta. Temos exemplos como o Chão da Lagoa ou o Fanal, onde as estradas existem há décadas e a floresta mantém-se. Essa crítica dos ambientalistas, no nosso concelho, é uma falsa questão”, concluiu.

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