A Escola Secundária Jaime Moniz assinalou esta quinta-feira, 28 de maio, os 80 anos da inauguração do edifício do Liceu do Funchal, numa cerimónia oficial que homenageou o arquiteto responsável pelo projeto, Edmundo Tavares.
O momento alto foi a inauguração do Auditório Edmundo Tavares, cujo nome fica agora gravado à entrada do espaço.
A data evoca a inauguração oficial do edifício, a 28 de maio de 1946. A cerimónia contou com a presença da secretária regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, da presidente da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos, Susana Neves, do arquiteto Rui Campos e demais convidados.
A presidente do conselho executivo da ESJM, Ana Isabel de Freitas, descreveu o edifício como “um símbolo de identidade, de cultura, muito mais do que um espaço físico, mas uma casa de memória e de formação, onde gerações aprenderam a pensar, a questionar e a sonhar”. Destacou a visão de Edmundo Tavares, que desenhou fachadas, salas de aula, corredores de luz natural, cantaria regional e pátios que marcaram a vida de inúmeras gerações. A responsável aproveitou ainda a ocasião para apelar “ao investimento público na remodelação dos laboratórios da escola e na cobertura do telhado”.
Ana Isabel de Freitas prestou também tributo a Odílio Freitas, membro do conselho executivo, apontado como “o impulsionador desta iniciativa”, e agradeceu à equipa que tornou o evento possível.
A secretária regional da Educação, Elsa Fernandes, enalteceu a efeméride e a figura de Edmundo Tavares, sublinhando que “o arquiteto foi um profissional visionário que concebeu uma escola com ampla luminosidade, espaços verdes e diversificados”. “Honrar o passado sem deixar de investir no futuro” foi a mensagem da governante, reafirmando “o compromisso de criar melhores condições de aprendizagem e valorizar a escola como espaço de educação e cidadania”.
A presidente da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos, Susana Neves, destacou o papel e o mérito de Edmundo Tavares, transmitiu o agradecimento da família do arquiteto pela homenagem e elogiou a iniciativa da escola.
Já o arquiteto Rui Campos traçou um retrato aprofundado da obra de Tavares na Madeira, referindo trabalhos como a sede do Banco de Portugal, o Mercado dos Lavradores e o próprio Liceu, salientando a sua dualidade estética entre o historicismo e o regionalismo, aliada a um domínio pleno da proporção e do bom gosto artístico.
A cerimónia decorreu em paralelo com o normal funcionamento da escola, com aulas a decorrer e docentes em atividade um detalhe que, por si só, ilustra o lema da instituição: Tradição e Inovação.