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CDU defende medidas para combater aumento das prestações do crédito habitação

JM-Madeira

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Data de publicação
13 Abril 2023
16:40

A CDU defendeu hoje um conjunto de medidas que visam combater aumento das prestações do crédito habitação que estão a empurrar "milhares de madeirenses para o empobrecimento".

Numa acção de contacto com a população na zona do Pilar, no Funchal, para abordar o flagelo de milhares de famílias madeirenses que estão confrontadas com o aumento das taxas de juro no crédito à habitação, a coligação de partidos de esquerda, pelo voz do deputado Ricardo Lume, considera que "a atual situação da Região está marcada pela acelerada degradação das condições de vida".

No centro das preocupações das famílias está, entre outros, o problema da habitação e, em particular, o significativo aumento das taxas de juro e das prestações do crédito à habitação e a perspetiva da continuação destes aumentos. E com o aumento das taxas de juro, milhares de famílias estão numa situação em que não conseguem suportar o pagamento das prestações do crédito bancário, ficando ameaçadas de perder a sua habitação.

"Perante este problema, são necessárias medidas urgentes que deem às famílias segurança quanto à possibilidade de manterem a sua habitação e que contribuam para evitar situações de empobrecimento e incumprimento generalizado que teriam profundas consequências negativas no plano social", disse o partamentar, defendendo as seguintes medidas:

- travar a subida das prestações das famílias e pôr os lucros dos bancos a suportar as subidas das taxas de juro;

- fixar o limite máximo da prestação em 35% do rendimento mensal do agregado familiar;

- criar uma moratória, por um máximo de 2 anos, suspendendo a amortização do capital e pagando juros apenas a uma taxa igual àquela a que os bancos se financiam;

- conversão do crédito em arrendamento com possibilidade de retoma do empréstimo no prazo de 10 anos, descontando as rendas pagas.

A Região precisa de uma verdadeira política habitacional que garanta o direito à habitação e não o transforme num negócio, as casas devem de servir para as pessoas viver.»

Redação

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