Foi no Porto Santo que teve início a campanha eleitoral do Bloco de Esquerda Madeira, onde Roberto Almada e Dina Letra destacaram a mobilidade como "uma das questões que mais preocupa os porto-santenses".
"A ligação aérea Madeira-Porto Santo depende de sucessivos contratos provisórios, criando uma enorme incerteza na vida dos habitantes e impedindo o planeamento atempado das deslocações", expressa a candidatura às Eleições Regionais, acrescentando que o estado da ligação ferry também "cria dificuldades acrescidas aos habitantes e à economia" da ilha dourada.
Neste sentido, o BE defende "uma solução duradoura", para a ligação aérea, "respostas contratualizadas atempadas" e "assegurar a possibilidade de compra de voos com até 6 meses de antecedência".
"Situações como as que sucederam este ano, com impossibilidade de compra de voos a partir de meados de agosto e mesmo até ao prazo limite, colocam em causa direitos básicos dos porto-santenses (como o acesso à saúde) e não se podem repetir", reitera o Bloco de Esquerda.
Além destas medidas, o BE professa, também, "a regionalização da operação dos portos e da ligação ao Porto Santo", através da "criação de uma empresa pública de navegação para as ligações marítimas", entre as ilhas do arquipélago e o continente, "a preços acessíveis e durante todo o ano".
Outra das questões abordadas, em solo porto-santense, diz respeito ao parque de campismo. "Reconhecendo a importância da criação de espaços verdes para fruição pública no Porto Santo", o partido "opõe-se ao fim do parque de campismo".
"Outros espaços poderiam ter sido usados para a criação do parque urbano. A existência de um parque de campismo no Porto Santo é fundamental para que também os madeirenses tenham acesso a fazer férias em Porto Santo. Para muitos jovens, e menos jovens, acampar é a forma de conhecerem a Região e de, mesmo com parcos recursos, poderem passar férias fora de casa", considera a candidatura, acrescentando que, "ao contrário do que julga Miguel Albuquerque, madeirenses e porto-santenses também têm direito a fazer turismo cá dentro", atiram.
"Não podem ser só os mais ricos a ter acesso à beleza natural da Região", conclui o partido, garantindo que "lutará pela criação de um parque de campismo" na ilha do Porto Santo.
Lígia Neves