À margem das comemorações dos 100 anos da Casa São João de Deus, esta manhã, Miguel Albuquerque foi instado pelos jornalistas a comentar a saída de Orlandina Figueira, ex-diretora do Centro de Saúde do Bom Jesus, limitando-se a dizer que “são decisões” de Pedro Ramos, secretário regional de Saúde e Proteção Civil.
“As decisões são tomadas em função de uma coisa chamada confiança política”, afiançou.
No entanto, questionado se não é curioso que todas as alterações em cargos de nomeação têm correspondido a apoiantes do adversário político nas eleições internas do PSD, Manuel António Correia, o governante reiterou que “são cargos de nomeação política e, portanto, o secretário tem toda a liberdade de escolher quem são as pessoas de confiança com quem trabalha”.
Já sobre a decisão de suspender o mandato de Filipa Freitas, ex – vice-presidente do conselho de administração do SESARAM, o presidente justificou que há “um novo governo que terá uma nova direção para o SESARAM”, tendo o executivo regional liberdade política “de escolher quem entender. Portanto, não vale a pena fazerem vítimas”, rematou.
“Eu tenho de governar a Região, não estou aqui a brincar aos animaizinhos”
O assunto do Lince, Bores, também veio uma vez mais à baila, considerando Miguel Albuquerque que esta é uma questão que não tem qualquer dimensão política para o executivo madeirense.
“O Governo não tem de entrar nessas questões. As pessoas tomam as suas decisões, são livres, e sofrem as consequências das decisões. Agora não venham imputar ao Governo questões que não é da área do Governo (...) Eu tenho de governar a Região, não estou aqui a brincar aos animaizinhos”, rematou.