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Albuquerque sustenta resultados “históricos”: Madeira passou de cerca de 1,3 milhões para mais de 2,4 milhões de hóspedes

Data de publicação
24 Fevereiro 2026
9:19

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, defendeu esta terça-feira que os resultados “históricos” do turismo na Região são consequência direta de “opções políticas consistentes” adotadas na última década, e não um “efeito circunstancial” da conjuntura internacional.

Intervindo no debate mensal temático da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, subordinado ao tema “Turismo”, o governante sublinhou que o setor se consolidou como um dos principais pilares estruturais da economia regional.

Entre 2015 e 2025, a Madeira passou de cerca de 1,3 milhões para mais de 2,4 milhões de hóspedes, enquanto as dormidas cresceram de aproximadamente 7 milhões para 12,7 milhões. Mais expressivo, segundo Miguel Albuquerque, foi o crescimento em valor: os proveitos totais do alojamento turístico aumentaram mais de 170%, o preço médio por quarto mais do que duplicou e o RevPAR praticamente triplicou. “Crescemos não apenas em quantidade, mas sobretudo em valor”, afirmou, salientando o impacto direto na rentabilidade das empresas, na receita fiscal e na capacidade de investimento privado.

O social-democrata destacou como decisões estruturais a concentração da promoção turística na Associação de Promoção da Madeira, o reforço do investimento público na notoriedade internacional do destino e a diversificação dos mercados emissores. Apontou como exemplo o crescimento do mercado dos Estados Unidos, que passou de residual a um dos que mais cresce em valor, permanência média e gasto por visitante.

Também o mercado nacional ganhou peso estrutural. Portugal é hoje o principal mercado em número de hóspedes e, em 2025, tornou-se o segundo em dormidas, ultrapassando o Reino Unido, tradicional líder durante décadas. Para o executivo, esta evolução reforça a estabilidade e previsibilidade do setor, sobretudo em períodos de crise internacional.

Na área das acessibilidades, Miguel Albuquerque sublinhou que, em 2025, os aeroportos da Região ultrapassaram “os 5,6 milhões de passageiros”, face aos cerca de 3,4 milhões registados em 2019, um crescimento superior a 67% relativamente ao período pré-pandemia. O aumento de rotas, frequências e companhias aéreas, afirmou, traduz-se em mais consumo, mais receita fiscal e maior mobilidade para residentes.

Respondendo a críticas sobre eventual saturação turística, o presidente argumentou que a densidade turística da Madeira permanece abaixo de outros destinos insulares europeus, como “Canárias, Baleares ou Malta”, defendendo que o crescimento regional tem sido mais qualitativo do que quantitativo.

O chefe do executivo apresentou ainda o programa UPGRADE como a estratégia para a próxima década. A iniciativa integra medidas legislativas, operacionais e de gestão territorial destinadas a equilibrar residentes e visitantes, qualificar a experiência turística e reforçar a sustentabilidade. Entre as ações previstas estão protocolos para o alojamento local, relatórios semestrais sobre densidade turística, sistemas de gestão de fluxos em áreas naturais, criação de novos percursos pedestres e valorização da marca Madeira.

“O turismo é hoje um dos principais motores da economia regional. Os bons resultados não surgiram apesar das políticas públicas; surgiram por causa delas. Não são conjuntura, são estrutura”, concluiu.

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