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AL cresceu “muito” e agora está a gerar ambientes “conflituosos” nos prédios

Alberto Pita

Jornalista

Data de publicação
21 Abril 2026
18:00

O Alojamento Local na cidade do Funchal esteve hoje a ser discutido no salão nobre da Câmara Municipal, no âmbito do projeto “Pensar o Funchal”, desta vez dedicado ao AL.

Numa sala com vários especialistas, foram apresentados dados que mostram como o setor se tornou relevante para a atividade económica da cidade, mas também foram expostos problemas que vieram com este novo negócio, nomeadamente, o aumento da tensão em blocos de apartamentos, entre vizinhos proprietários e hóspedes.

Joana Gonçalves, da empresa de condomínios Castelogest, disse que a realidade de hoje do AL no Funchal anda entre os ambientes “pacíficos” e os “conflituosos”.

Os atos que alimentam os conflitos, segundo transmitiu, são os “ruídos”, “outros incómodos” e “haver pessoas a circular no edifício que os residentes desconhecem”, o que faz gerar um sentimento de insegurança. Deixam ainda “lixo nos corredores”, “não respeitam as regras do condomínio, principalmente naqueles edifícios com piscina, que acabam por ser mais problemáticos porque há outros comportamentos, às vezes, um bocadinho mais exagerados por parte dos hóspedes e acabam por causar algum conflito”.

A responsável da Castelogest disse desconhecer se alguém já perdeu a licença por causa de reclamações desta natureza, mas garantiu que houve várias queixas e que, neste momento, há processos em curso na Câmara Municipal.

Com efeito, os casos de moradores em apartamentos que se queixam do incómodo causado pelos hóspedes de AL são cada vez mais comuns. Esta realidade decorre também do facto de este setor ter sofrido uma forte expansão mais recentemente.

De acordo com dados apresentados ontem por Paulo Vieira, da Direção Regional de Estatística da Madeira, o Funchal tinha cerca de 3.400 alojamentos locais, no final de 2025, mas houve um crescimento “muito forte nos últimos anos”, pois entre 2022 e 2025, “foram criadas mais 1.400 unidades de AL” na cidade.

No ano passado, as 3.400 unidades conseguiram alojar cerca de 16.000 pessoas e produzir 1,7 milhões dormidas, o que representa 22% do total dos alojamentos. Na distribuição por freguesias, São Martinho registou cerca de 500 mil dormidas, a Sé 400 mil, Santa Maria Maior 250 mil e São Pedro 175 mil.

Leia mais sobre o tema na edição impressa de amanhã do JM.

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