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“A Madeira não pode aceitar a criação de enclaves religiosos radicais”

Data de publicação
13 Janeiro 2026
11:20

O deputado do Chega à Assembleia da República, Francisco Gomes, acusou o Centro Islâmico da Madeira de pretender criar um enclave religioso fechado, inspirado em modelos associados à radicalização islamista, considerando que a sua atuação levanta sérias preocupações de segurança e de coesão social na Região.

Segundo o parlamentar, com base em informação que diz ter recolhido junto de fontes da comunidade islâmica local, o centro pretende orientar-se por uma linha salafista, seguindo a doutrina Al-Wala’ wal-Bara’, que defende a separação entre crentes e não-crentes e a rejeição de valores não islâmicos. Francisco Gomes afirma que estruturas ideológicas semelhantes estiveram ligadas a processos de radicalização e a atos terroristas, referindo, a título de exemplo, um ataque recente na Austrália.

Para o deputado, o Centro Islâmico da Madeira não demonstra intenção de integração cultural, social ou cívica, mas antes de isolamento ideológico, o que considera incompatível com a identidade e os valores históricos da Madeira. “O que está em causa não é religião, é ideologia”, afirmou.

“A Madeira não pode aceitar a criação de enclaves religiosos radicais. O governo regional tem o dever de combater este centro e de proibir a construção de qualquer mesquita. A segurança, a identidade e a coesão da Região estão em primeiro lugar – e não os interesses dos loucos do Centro islâmico!”, concluiu Francisco Gomes.

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