CMF adquire obras de arte para incentivar produção artística

A Câmara Municipal do Funchal adquiriu uma obra da exposição "Onde mora a saudade nos retratos emoldurados no interior da finitude da tua memória" de Carla Cabral e uma obra da exposição "Senhor dos Ultrajes" de Gonçalo Gouveia.

Com estas aquisições, a CMF pretende fomentar e incentivar a produção artística, cultivando a ideia de que investir em uma obra de arte é investir em um património. "A valorização das artes constitui um instrumento fundamental para o setor cultural, assumindo um papel crucial para o desenvolvimento equilibrado da atividade cultural", destaca comunicado enviado à redação.

A mostra "Onde mora a saudade nos retratos emoldurados no interior da finitude da tua memória" da autoria de Carla Cabral, esteve patente no Museu Henrique e Francisco Franco até ao dia 28 de maio.

Esta exposição, um conjunto de dezassete obras com técnica a óleo e colagens, teve como mote o retrato, tema que tem sido explorado ao longo do percurso da artista plástica. Carla Cabral explora o tema retrato/figurativo, envolvendo personagens do seu universo pictórico e vivêncial. A CMF adquiriu a obra intitulada "Rosinha, poderia ser só mais um retrato?".

A exposição "Senhor dos Ultrajes" estará patente na Capela da Boa Viagem até ao dia 11 junho. Esta exposição de artes visuais, da autoria do artista plástico Gonçalo Ferreira de Gouveia, revisita um tema essencial à sensibilidade religiosa em contexto cristão.

Encenada no espaço de uma antiga capela, que por essa via se constitui local privilegiado de diálogo com o sagrado e um enclave adequado à reflexão, esta exposição procura responder também a esse ambiente especial, de um modo sensível e com a subtileza que requerem os tempos. O Município adquiriu a peça "Como um Rio Infinito".

"Numa altura em que a covid-19 e consequentes medidas de contenção afetaram diversas indústrias, nomeadamente a da cultura, a Câmara Municipal do Funchal apoia a recuperação do setor cultural através de vários investimentos e apoios disponibilizados aos profissionais da cultura desde o início da pandemia", refere a mesma nota.

Uma vez que as artes e a cultura transmitem informação e conhecimentos, a CMF considera "cada vez mais importante impulsionar e revindicar um papel ativo da sociedade nas instituições culturais". "Investir na cultura é investir na sociedade", conclui.