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Artigo de Opinião

Economista

21/09/2023 08:00

Comecemos pelo "Chega", o partido populista de extrema-direita. Este, está, ironicamente, a dar-nos demasiado de André Ventura e muito pouco de políticas substantivas. O "Chega" de André Ventura é menos uma ideologia política e mais uma marca pessoal. Com uma retórica inflamada e declarações mirabolantes, Ventura tem tentado puxar a Madeira e o Porto Santo para a sua própria órbita teatral e narcisista, que está inerentemente em desacordo com a busca de autonomia do arquipélago. A agenda do "Chega" é a idolatria ao seu líder.

Nesta tendência preocupante, o Partido Socialista (PS), e demais esquerda, também não faz favores. Historicamente, o PS tem mostrado subserviência a uma ideologia que ecoa o colonialismo e o centralismo. Em vez de amplificar a voz única da Madeira e do Porto Santo, o PS acaba muitas vezes por ser uma câmara de eco para a política centralizadora do PS nacional. O seu apoio ao status quo e um aceno eufórico ao municipalismo não auguram nada de bom para a futura Autonomia da Madeira. O que a Madeira e o Porto Santo precisam é de uma estrutura constitucional robusta que salvaguarde a sua Autonomia Político-Administrativa e não de uma mera governação aos sabores de Lisboa.

Em contrapartida, partidos como PSD, CDS e Iniciativa Liberal (IL) surgem como os portadores da tocha da autonomia madeirense. Estes partidos, com o seu compromisso consistente com os direitos regionais, compreendem o coração e a alma da Região Autónoma da Madeira. São louváveis as raízes históricas do PSD na defesa dos interesses madeirenses e a sua posição inabalável à autonomia regional, ideais que partilha com o CDS e o IL. Além disso, a Iniciativa Liberal traz uma nova perspetiva, enfatizando não só a autonomia, mas também infundindo-a com ideias económicas progressistas adaptadas à Madeira.

O que está em causa nestas eleições não é apenas mais um ciclo eleitoral, mas a própria alma da Madeira e do Porto Santo. A Autonomia Político-Administrativa do arquipélago não se resume à conveniência administrativa; trata-se de preservar a sua rica história e cultura e garantir que os seus cidadãos têm uma palavra a dizer sobre o seu futuro sócio-económico.

Para que a Madeira continue o seu caminho de autodeterminação e prosperidade, é imperativo estar ao lado daqueles que genuinamente compreendem e respeitam a sua posição única. Os madeirenses e portossantenses devem ter cuidado com o fascínio populista do "Chega" de Ventura e com o centralismo disfarçado do Partido Socialista.

As próximas eleições constituem uma oportunidade. Uma oportunidade para reiterar o compromisso da Madeira e do Porto Santo com a Autonomia Político-Administrativa, como ferramenta única, que carece de aprofundamento e blindagem constitucional, essencial à defesa dos nossos interesses económicos, dos nossos direitos históricos e de protecção ao desenvolvimento das gerações mais novas.

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