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Artigo de Opinião

Directora Business Development

15/03/2023 08:00

Corro o risco de ser tida como negativa, focada nos problemas e no que corre menos bem, mas não, acreditem que não é essa a minha intenção. O meu objectivo é realçar temas essenciais à vida e bem estar de todos os portugueses, que por uma razão ou por outra, em Portugal tomam a forma de pântanos, em que nunca são encontradas soluções para que esses pântanos passem a ser terrenos férteis e prazerosos, como acontece regularmente noutros países bem próximos de Portugal, em que os cidadãos desses outros países, vivem vidas mais folgadas, com menos privações ou angústias e mais felizes que os portugueses.

Afinal de contas, problemas existem e existirão sempre, nas nossas vidas, em família, entre amigos, em comunidades, em países e no mundo - problemas existem e é importante que se encontrem soluções. O bom-senso, respeito e amor ao próximo, sempre foram bons aliados à harmonia nas questões que nos são próximas e de afetividade.

Quando tentamos encontrar soluções que ultrapassam as limitações das nossas casas, aí precisamos de um poder governativo coerente, um governo em que as suas ações tomem uma trajectória de conformidade e lógica entre os fatos, um governo com uma atuação que faça nexo, que seja uniforme na sua forma de agir, que oiça a sua população, um governo que vá de encontro às necessidades que o país atravessa, um governo que faça a diferença no momento presente, por forma a salvaguardar o futuro das gerações vindouras e que as façam querem se fixar em Portugal - mas infelizmente não é isso que temos, senão vejamos: a verdadeira crise que se vive em Portugal no sector da saúde, com encerramentos constantes nos serviços de urgência pediátrica, de norte ao sul do país, que indigna a população e que aterroriza os pais, num país que sofre uma das maiores taxas de envelhecimento na Europa, em que cada bebé, criança, cada jovem é precioso para o nosso país, não sabemos cuidar do seu bem estar; a crise que o ensino atravessa, onde os professores lutam de forma continuada, numa luta sem tréguas, em que ameaça a estabilidade da época de exames que se avizinha, uma vez mais não sabemos cuidar das nossa crianças e dos nossos jovens, onde o governo, com algum escárnio, ignora as reinvindicações daqueles que cuidam e ensinam os filhos de Portugal; numa Europa supostamente e minimamente igualitária, as disparidades são absurdas em relação aos vencimentos, com o salário minímo em Portugal de Eur 760,00/mês, em Espanha o mesmo salário minímo é de Eur 1.080,00/mês e na Alemanha é de Eur 1.987,00/mês, que Europa é esta em que vivemos; as taxas, impostos, multas, coimas e outros subterfúgios que o governo encontra para ir aos magros bolsos dos portugueses, que na ânsia de fazerem uma boa gestão do seu orçamento familiar caiem nas teias do cansaço, da depressão, do esgotamento mental, consumindo anti-depressivos a níveis recorde na Europa.

Merecemos um Portugal melhor para os portugueses - podemos fazer melhor, temos que fazer melhor.

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