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Artigo de Opinião

Economista

11/08/2022 08:00

Desde a falta de transparência no acesso à documentação, seja qual for o seu suporte (documento escrito em suporte papel ou electrónico, registo sonoro, visual ou audiovisual), sobre assuntos relativos às políticas, ações e decisões da competência da instituição em causa, passando à problemática do acesso aos contactos dos órgãos de governo.

Conhecendo a dificuldade da cultura política madeirense em aceitar cedências no que diz respeito ao primeiro ponto supra, focar-me-ei no segundo. Por que razão terão os cidadãos-contribuintes de ficar limitados a uma central telefónica camarária (como por exemplo a do Funchal), quando poderiam ter acesso a um diretório online de contatos como o faz a Comissão Europeia (https://op.europa.eu/en/web/who-is-who/organization/-/organization/COM) ou o Parlamento Europeu (https://www.europarl.europa.eu/portal/pt/contact)?

Os partidos madeirenses não podem clamar proximidade com os eleitores-contribuintes, quando são os mesmos que colocam entraves na administração pública presente na Região Autónoma da Madeira, a qual tem por hábito fazer um ping-pong de chamadas esquivando-se de assumir muitas vezes responsabilidade para com os cidadãos que a contactam. Situações como esta apenas demonstram inépcia e cultura de "donos da chave da …", a qual afasta os cidadãos dos seus eleitos numa tentativa "preventiva" de poderem exercer os seus direitos.

Mas voltando ao primeiro ponto, a administração pública regional que se desengane que pode protelar por mais tempo o acesso à documentação governamental por parte dos seus contribuintes. Se a mesma deseja colocar a Região Autónoma da Madeira no mapa europeu e africano da economia global de futuro não o poderá fazer recorrendo aos tiques colonialistas do regime fascista onde tudo é feito na penumbra, tudo de boca e sem evidência escrita. Os investidores do futuro, que agora se formam nas universidades e que mais tarde ou mais cedo tomarão decisões não toleram tal opacidade e assimetria de informação.

De igual forma, a geração millennial e geração Z não se reverão em tais políticas. Eles são os eleitores e contribuintes do futuro, quanto mais afastados da administração pública estiveram menos optarão pelos atuais partidos e políticos.

"A burocracia destrói a iniciativa. Pouco há que os burocratas odeiem mais do que a inovação, especialmente a inovação que produz melhores resultados do que as velhas rotinas. As melhorias fazem sempre com que aqueles que estão no topo da pilha pareçam ineptos. Quem gosta de parecer inepto?" - Frank Herbert, Heretics of Dune

"A transparência fomenta a confiança. E a confiança é muito valiosa nos negócios". - Hendrith Smith

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