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Artigo de Opinião

Subdiretor JM

21/10/2023 08:05

Notícia não é publicidade. Porque informar não é persuadir, embora a informação possa ter interpretações distintas. Depende sempre de quem lê, como é óbvio.

O problema, na maior parte das vezes, é que quem é ou consta do facto noticioso entende que só pode surgir publicamente em bom plano, seja lá o que isso queira dizer. Talvez uma coisa do género: se recebe um prémio, está tudo ótimo. Se é penalizado, está tudo péssimo. O normal, claro. Como é habitual matar o mensageiro. Se bem que este ‘modus operandi’ pareça cada vez mais em voga na Região.

Seja no desporto, na política ou noutra área qualquer, a lógica da informação parece cada vez mais invertida, numa altura diferente - mas mesmo muito - em que a rapidez da notícia nem sempre facilita o trabalho de quem tem de criar conteúdos noticiosos. Dificuldades internas, que os leitores nada têm de sentir no produto final que é apresentado diariamente.

Mas informar não é complicado. E só se torna problemático quando quem noticia comete o erro de dar importância a tudo o que ouve ou se diz sobre o que é escrito ou relatado. Se revelamos novos titulares de cargos, é porque estamos a achincalhar os nomeados. Portanto, se a nomeação é uma chacota, quem a faz é o brincalhão? E quem a relata é o culpado irresponsável?

Parece que tudo seria normal caso não fosse noticiado. Aliás, para quem pensa assim, claro que tem de se sentir indignado com os factos mediatizados. Mesmo que sejam verdade, que não sejam empolados, que digam apenas o que foi feito, sem quaisquer juízos de valor. Como tem de ser, sem nada de especial.

Mas não. A partir do momento em que algo é tornado público, existe uma espécie de metamorfose em alguns leitores e as críticas aumentam de tom. Hoje, a palavra de ordem é apontar tudo o que não se gosta de sensacionalismo. Independentemente de o facto nada ter de sensacional. E se o é, a responsabilidade não pode ser transferida para quem o relata.

Vá lá que, por norma, o valor da notícia é diretamente proporcional à quantidade de críticos: quanto mais, melhor. Embora este dado não possa servir de bússola do jornalismo.

A indignação, todavia, é um estado de espírito legítimo. Só que esse sentimento de revolta, não raras vezes, sobressai apenas quando a publicação toca os interesses deste ou daquele. E rapidamente se esfuma quando passa a tocar a concorrência, dando lugar à alegria e à réplica e difusão do noticiado.

Para quem ainda não sabe, lidamos bem como a pressão, com as críticas e com os cenários inventados de favorecimentos fabricados. Mas não somos indiferentes. E devemos estar atentos ao que nos transmitem, mesmo que por interpostas pessoas. Discordemos ou não.

À margem, e após mais uma semana pródiga em factos noticiosos no Jornal, parece ter chegado ao fim a ‘paz podre’ que reinava no seio da direção verde-rubra. Tantas vezes desmentida por dirigentes, que nos acusavam de fabricar desventuras diretivas quando as desavenças eram evidentes e estavam à vista de todos.

Depois da SAD de João Luís, cai agora a direção que foi sufragada pelos sócios no último ato eleitoral. O projeto que convenceu os sócios, portanto, já não existe. Resta saber se ainda existe noção para saber se todos sabem sair pela porta por onde entraram e devolver a palavra aos sócios. Como dizem os adeptos: está (mais do que) na hora. Porque o caminho tem sido tormentoso, principalmente para quem anda a conduzir a instituição.

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