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Artigo de Opinião

1/07/2024 08:00

É certo que ao longo do crescimento das crianças alguns assuntos que fazem parte das vivências diárias do mundo dos adultos acabam por surgir, aos poucos, na vida dos mais pequenos. As crianças são inteligentes e curiosas pelo que abordar questões como o consumo de tabaco, álcool ou outras substâncias psicoativas deverá ser feito a partir de uma abordagem correta e apropriada à idade, de maneira que percebam que existe à sua volta uma panóplia de substâncias que são prejudiciais para a saúde física e mental de quem as consome.

A prevenção de comportamentos desviantes é cada vez mais entendida como um processo de educação para a saúde, para os valores, para a responsabilização e para a liberdade, e tem início desde muito cedo no ambiente familiar onde as crianças se sentem seguras e amadas.

Muito antes de se falar dos malefícios do consumo das substâncias psicoativas, o papel dos pais começa, desde os primeiros anos de vida da criança, pela criação de relações afetuosas e seguras, estabelecendo limites, transmitindo regras claras de comportamento, dando respostas às suas dúvidas com informação correta, dedicando o seu tempo para conversar e sobretudo para as ouvir.

Entre os 2 ou 3 anos abordar este tema não faz muito sentido, no entanto, temas como: o corpo e como é importante aprendermos a gostar dele e a cuidá-lo; uma alimentação saudável como fonte de energia e bem-estar; a importância da partilha e da autonomia; ou o conhecimento das emoções, são competências importantes uma vez que ajudam a criança a compreender e a valorizar as suas capacidades e as coisas positivas que faz. É o tempo dos “porquês”, pelo que a curiosidade natural das crianças deve ser satisfeita com respostas simples e concretas. Grandes explicações devem ser evitadas pois as crianças desta idade apresentam uma capacidade limitada de atenção.

Aos cinco anos as crianças ainda são imaturas física, social e emocionalmente, porém, aos nove anos apresentam uma personalidade largamente desenvolvida. Já frequentam o primeiro ciclo do ensino básico onde aprendem novas experiências relacionais através do processo de socialização junto dos seus pares. Nesta idade possuem poucos conhecimentos sobre as drogas, no entanto, é provável que já tenham abordado o tema dos malefícios do tabaco ou do álcool na escola.

Nesta fase podem sentir curiosidade em saber porque é que algumas pessoas fumam ou comportam-se de uma forma diferente quando bebem uma bebida alcoólica. Aproveite esta curiosidade para começar a introduzir o tema, sensibilizando-os, por exemplo, para os efeitos imediatos do seu consumo no organismo ou até as consequências a longo prazo, saliente o caráter aditivo da substância que prejudica gravemente o desenvolvimento físico e mental de quem consome.

Lembre-se que se não falar com os seus filhos alguém o fará. Poderá ser através de conversas com os amigos ou através da internet, que não sendo as formas mais corretas, podem ser, por vezes, confusas, erradas ou mal interpretadas. O fator mais importante da educação para a saúde é o de ajudar as crianças a desenvolverem as competências necessárias a uma correta tomada de decisão e ao desenvolvimento do sentido de responsabilidade.

A intervenção precoce é uma ferramenta poderosa no combate ao uso de drogas. Com pequenas ações e o suporte adequado é possível prevenir o uso e o abuso de drogas e promover uma sociedade mais saudável e resiliente.

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