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Artigo de Opinião

Economista

27/07/2023 08:00

Controlo efetivo da imigração: muitos países europeus têm experienciado níveis significativos de imigração de países terceiros à UE nas últimas décadas. Porém a imigração (e aquisição de nacionalidade), em Portugal, é feita com controlos pouco rigorosos no que diz respeito às reais necessidades do mercado de trabalho, ao contrário do que ocorre na Austrália e Nova Zelândia. Destaque para o rápido acesso à nacionalidade sem a realização de exames histórico-culturais sobre o país, residência fast-track para países de língua oficial portuguesa, possibilidade de regularizar em Portugal o processo de residência depois de entrada ilegal, etc...

Facto é que os partidos do centro, PSD e IL, não têm propostas concretas relativamente aos problemas acima levantados. Por seu turno o PS opta por uma política de imigração completamente laxista sob o pretexto de renovação geracional da população a qualquer custo, sem qualquer critério económico de longo prazo e sem consideração pelas necessidades do mercado de trabalho.

Incerteza Económica: após a crise financeira de 2008 e o impacto contínuo da reestruturação económica global, muitas pessoas enfrentaram desemprego, subemprego ou estagnação salarial. Os partidos de centro não conseguiram lançar as reformas estruturais necessárias para relançar uma economia capaz de competir a nível europeu, quanto mais a nível mundial. Certo é que tais reformas exigem não só alterações de fundo ao sistema de segurança social, mas também do sistema fiscal e burocrático. Estes sistemas querem-se competitivos e estáveis tendo em conta os desafios demográficos e a posição da UE num mundo global. Em vez de se unirem em torno de tais reformas, os partidos de centro optaram pela "fuga passiva" como forma de se perpetuar no poder, delegando qualquer responsabilidade de reforma estrutural, a nível económico, para a iniciativa legislativa da Comissão Europeia.

De facto muitos eleitores sentem que os partidos centristas tradicionais não representam os seus interesses ou preocupações, é óbvio no caso Português, findos 37 anos desde a adesão de Portugal à União Europeia, estes não conseguiram políticas que assegurem hoje um crescimento do PIB/capita superior ao da média da UE, melhores salários, menor carga fiscal, e oportunidades de trabalho que permitam às gerações mais novas se fixarem no país em vez de serem obrigadas a emigrar.

Se os partidos continuarem com políticas que visem a mera manutenção das mordomias dos seus membros sem liderar e galvanizar o eleitorado para a necessidade de reformas estruturais político-económicas, Portugal em vez de se tornar uma pequena Suíça estará condenado ao Sol e ao "middle income trap" do Turismo (pois nem as divisas da emigração nos sobram nos dias hoje). Enquanto isso, o PS atual, aliando-se à extrema-esquerda e extrema-direita, condenam o país ao entorpecimento ideológico e económico.

Portugal "faz que anda, mas não anda; parece de brincadeira…".

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