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Artigo de Opinião

Economista

8/09/2022 06:00

Se queremos um futuro melhor para nós e para os nossos, não chega a complacência e diplomacia com a República e com a União, outros mecanismos têm que ser encontrados por forma a que o nosso futuro seja garantido, sem quaisquer ingerências de índole colonialista e centralista.

Basta do marasmo económico pautado por uma economia de empregados de quarto e de mesa e dos centros comerciais, assentes em baixos salários e horários de trabalho que põem em causa a formação da célula primária de qualquer sociedade, a família. Basta do marasmo económico pautado pela construção civil dependente dos impostos da classe média, a qual coloca em causa as finanças do Governo Regional e com isso a possibilidade de canalizar fundos para a investigação e desenvolvimento, para a educação e para a saúde.

Basta do agrilhoamento constitucional e europeu ao desenvolvimento de um sistema fiscal próprio e internacionalmente competitivo que impede a captação de investimento estrangeiro, a diversificação da economia e com isso a diversificação do mercado de trabalho e com isso a melhoria quantitativa dos rendimentos das famílias.

Basta de uma República Portuguesa que beneficia o eixo Lisboa-Cascais-Oeiras-Sintra e que sonega da dívida histórica para com a Região Autónoma da Madeira. Basta de uma República que perdoa dívidas de ex-colónias africanas. Basta de uma República que facilita serviços e bens públicos àqueles que nunca pagaram impostos, e que os sonegam àqueles que contribuíram toda uma vida!

Basta de uma República Portuguesa que nos força ao contínuo endividamento em projectos que são do interesse nacional. Basta de uma União Europeia que nos quer forçar aos subsídios, em detrimento da autonomia financeira, como se colónia fossemos, prestando vassalagem aos interesses de outros Estados-Membros da UE.

Nunca o futuro da Autonomia esteve tão em perigo, e a vós Madeirenses e Porto-santense cabe-vos refletir sobre as palavras do I Conde de São Sebastião, Ciprião Figueiredo: "Antes morrer livres que em paz sujeitos" (hoje constante do listel do brasão de armas da Região Autónoma dos Açores). De que serve a paz (leia-se complacência para com os ditames "ditatoriais" da República e da União Europeia), se a mesma coloca em causa a sobrevivência económica, financeira, fiscal e social atual e futura da Madeira? A liberdade plena da nossa Assembleia Legislativa, sem ingerências da República ou da União Europeia, é a única ferramenta que nos possibilitará alcançar o desenvolvimento económico que outras economias insulares e pequenos países da UE já alcançaram.

Vamos trocar a nossa liberdade por meia dúzia de esmolas em sede de orçamento de estado concedidas por "déspotas" democráticos que só cá põem os pés para ficarem bem na fotografia e para distribuir canetas e beijos!? Valemos muito mais do que isso! Exige-se plena autonomia, para definirmos nós próprios as nossas leis, para nós próprios traçarmos o nosso futuro!

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