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Artigo de Opinião

Bispo Emérito do Funchal

12/02/2023 08:00

Cristo saudava os discípulos e as outras pessoas desta maneira. Em Jerusalém, que está situada no alto quando nasce o sol, toda a cidade fica iluminada e no verão com muito calor. São Lucas, no cântico de Zacarias, escreve: "Graças à terna misericórdia do nosso Deus, que nos trará do alto a visita do sol nascente" (Lc-1,70-79).

O tema da luz encontra-se em toda a revelação bíblica, a primeira geração cristã aclama Jesus como "sol que nasce do alto", São João escreve: "Deus é luz e n’Ele não há trevas". Jesus Cristo define-se a si mesmo: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo.8,12). O livro do Génesis narra que, a primeira coisa que Deus fez, foi separar a luz das trevas," Deus disse:" haja luz e houve luz. Deus viu que a luz era boa e Deus separou a luz das trevas" (Gen.1,4-4).

Um dos símbolos bíblicos mais importantes é o Candelabro de sete braços, feito por ordem de Deus, segundo o modelo que Moisés tinha visto no Monte Sinai: "Farás um candelabro de oiro, tudo de oiro puro, de oiro batido... (Ex.25,31).

Há uma relação entre a Torah (a Lei) e o Menorah (candelabro), porque o candelabro serve a lei, iluminando-a, mas também para refletir para Deus a sua luz, luz da humanidade, como Deus é a luz do universo.

As igrejas católicas e capelas têm uma luz junto do sacrário onde se conserva a sagrada eucaristia, Palavra de Deus feita carne de Jesus Cristo.

O Menorah tem um simbolismo muito forte, representa a árvore da vida, as suas funções, suas chamas, é a árvore da luz. Os sete braços são o símbolo dos sete dias da criação do mundo, o número sete significa a perfeição, segundo o profeta Zacarias (4,10) significa os sete olhos de Deus que iluminam, perscrutam e esquadrinham o universo.

No livro do Apocalipse, São João vê o Cordeiro degolado com sete chifres e sete olhos, símbolo dos sete espíritos de Deus enviados a toda a terra (Apoc.5,6), os chifres são o sinal do poder e os olhos do conhecimento que Cristo possui com toda a plenitude.

No Museu de Israel, em Jerusalém, encontra-se um Menorah do ano 20 a 25 a.C, é o mais antigo exemplar que conhecemos. O Menorah de ouro da cidade santa desapareceu com a destruição do Templo no ano 70 da nossa era, aparece no Arco de Tito em Roma, mas é desconhecido dos romanos e israelitas.

O Candelabro de nove braços, tem uma origem mais recente. No ano 164 a.C. Judas Macabeu, tendo reconquistado Jerusalém, purificou o Templo que tinha sido profanado por Antíoco Epifânio, e ordenou que se repetisse a Festa da

Dedicação, chamada Hanukkah, todos os anos durante oito dias com alegria e

festejos (1 Mac.4,58). Esta festa coincide sempre com o Advento dos cristãos.

O historiador Flávio Josefo refere: "o milagre da lâmpada que consistiu no encontro do Templo profanado uma pequena lâmpada de azeite acesa, com o selo do Sumo Sacerdote, que durou para os oito dias da festa. Uma pequena lâmpada amovível, que recorda os oito dias da semana mais esta a atinge o número nove. Os Judeus, nesta ocasião, saúdam-se ainda hoje, dizendo: "Alegra-te e brilha pela festa das luzes." Jesus também saudava desta maneira os seus discípulos e amigos, no ano desta festa, no inverno, também em Jerusalém e na Festa da Dedicação, passeava pelo pórtico de Salomão. (Jo. 10.22-25.).

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