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PCP assinala Dia Nacional da Juventude e alerta para precariedade e dificuldades na Madeira

Data de publicação
28 Março 2026
12:47

O PCP assinalou o Dia Nacional da Juventude numa nota de imprensa onde saúda os jovens da Região Autónoma da Madeira e alerta para as dificuldades que continuam a marcar a realidade juvenil, defendendo o direito a uma vida digna.

No comunicado enviado às redações, o partido afirma: “O PCP saúda a juventude da Região Autónoma da Madeira, bem como os movimentos juvenis regionais, que diariamente se mobilizam pela garantia de uma vida digna para todos os jovens.”

A estrutura partidária sublinha que a data representa “uma afirmação da luta dos jovens portugueses e, em particular, dos jovens madeirenses e porto-santenses pela liberdade”, bem como pela defesa dos direitos conquistados com a Revolução de Abril e pela valorização do trabalho.

No documento, o PCP aponta um conjunto de problemas que afetam a juventude, referindo que “persistem hoje, como no passado, fortes razões para a luta da juventude: contra a precariedade e os baixos salários, em defesa da contratação coletiva, por melhores condições de acesso à habitação, por uma escola pública de qualidade e pelo acesso aos mais elevados graus de ensino”.

O partido destaca ainda que “os elevados custos no mercado imobiliário e no arrendamento, o desemprego, a precariedade laboral e os baixos salários continuam a dificultar a emancipação dos jovens”, acrescentando que, na Região, “mais de 7 mil jovens entre os 16 e os 34 anos não estudam nem trabalham”.

Entre os dados apresentados, o PCP refere que “em média, um trabalhador precário aufere menos 30% do que um trabalhador com vínculo efetivo”, situação que, considera, “gera instabilidade, insegurança e compromete o futuro da juventude”.

Relativamente ao desemprego, o partido indica que “em fevereiro de 2026, 28% dos novos inscritos no Instituto de Emprego da Madeira encontravam-se desempregados na sequência do término de contratos precários”, acrescentando que “35,6% dos desempregados na Região têm entre 18 e 34 anos”.

O PCP alerta também para a emigração jovem, referindo que “a Região vê partir muitos dos seus jovens, forçados a emigrar em busca de melhores condições de vida, desperdiçando-se assim capacidade, iniciativa e talento fundamentais para o desenvolvimento regional”.

Apesar deste cenário, o partido considera que “a juventude não se resigna”, sublinhando que continua a lutar “pelos seus direitos, por melhores condições de vida e por um futuro com dignidade”, numa referência ao artigo 70.º da Constituição da República Portuguesa.

“O PCP reafirma o seu compromisso com a defesa dos direitos da juventude e com a construção de uma sociedade mais justa, que garanta a todos os jovens o direito a uma vida digna”, conclui a nota do PCP.

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