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Seguro recorda obra de lucidez e exigência moral

Data de publicação
05 Março 2026
10:38

O Presidente da República eleito, António José Seguro, recebeu hoje com “enorme tristeza” a notícia da morte de António Lobo Antunes, cuja obra considerou “profundamente marcada pela lucidez” e “exigência moral” para com o país e a condição humana.

“A sua obra, profundamente marcada pela lucidez, pela memória e pela exigência moral com que olhou o país e a condição humana, ocupa um lugar incontornável na nossa cultura. Ao longo de décadas, os seus livros desafiaram leitores, abriram caminhos na literatura e deram à língua portuguesa uma expressão singular de intensidade e verdade”, escreveu António José Seguro na rede social Instagram.

Para o Presidente eleito, “António Lobo Antunes foi um escritor de rara coragem intelectual, capaz de transformar a experiência individual e coletiva em literatura de grande fôlego”.

“A sua escrita ficará como um testemunho poderoso do nosso tempo e como um património duradouro da cultura portuguesa”, escreveu Seguro, que referiu ter recebido “com enorme tristeza a notícia da morte de António Lobo Antunes, uma das vozes maiores da literatura portuguesa contemporânea”.

“Neste momento de pesar, apresento as minhas mais sentidas condolências à sua família, aos seus amigos e a todos os leitores que, em Portugal e no mundo, encontraram nos seus livros uma forma única de compreender a vida. A melhor homenagem que lhe podemos prestar será continuar a ler a sua obra e a reconhecer nela uma parte essencial da nossa memória cultural”, acrescentou.

Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu hoje aos 83 anos.

O autor nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa, em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda.

Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se “Conhecimento do Inferno”, em 1980, e “Explicação dos Pássaros”, em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.

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