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Linha telefónica permitirá a venezuelanos denunciar irregularidades no sistema judicial

Data de publicação
01 Junho 2026
23:00

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o lançamento de uma linha telefónica para que os cidadãos denunciem as irregularidades no sistema judicial cometidas por polícias, procuradores e juízes.

O anúncio da linha telefónica 0800-Extorsion teve lugar durante o lançamento de uma consulta nacional para reformar a justiça penal no país.

“Quero fazer um anúncio para que seja feita justiça: quero uma plataforma tecnológica ‘0800-Extorsion’ (...) Quero acabar com a chantagem e a extorsão; é algo que o povo venezuelano exige e, por isso, peço a colaboração do país e das entidades envolvidas”, disse.

Delcy Rodríguez sublinhou que a implementação do sistema pretende ainda “fazer justiça aos polícias honestos, aos juízes e procuradores honestos da Venezuela”.

“Chega de manchar a dignidade de organismos e instituições que deram o seu melhor nos piores momentos da violência política contra a Venezuela”, frisou a responsável, que assumiu a liderança da Venezuela após os Estados Unidos terem capturado o então líder Nicolás Maduro no início de janeiro.

A presidente interina da Venezuela frisou ainda que não é justo que polícias, juízes e procuradores honestos paguem “por aqueles que extorquem os cidadãos”.

“Temos de ter, de facto, um sistema de justiça à altura do momento histórico que a Venezuela atravessa, à altura da necessidade moral e ética de que esta República necessita”, acrescentou.

Por outro lado, sublinhou que a reforma do sistema judicial é um passo determinante para consolidar uma Venezuela de paz, em que a comunidade possa resolver os seus problemas sem recorrer a delitos.

“O povo venezuelano tem muitas ideias e, por isso, este método de consulta nacional vai permitir ouvir as suas opiniões, mas sei que já existem análises”, disse.

Em 19 de abril, a presidente interina da Venezuela instalou uma comissão especial para avançar com uma consulta nacional para reformar o sistema judicial venezuelano, que, disse mantém “vícios e desvios” que não foram superadas ao longo dos anos.

Delcy Rodríguez frisou aspirar a uma justiça “imparcial” na Venezuela e advertiu que não era suficiente ouvir os peritos e académicos, sendo necessário também escutar as pessoas.

“Os venezuelanos desejam manter uma relação de respeito com as suas forças de segurança pública, para que se preserve a paz e a tranquilidade, e esperam poder ir a tribunal e ser bem tratados. Sei como é que se pode ser maltratado num tribunal. Já se fizeram progressos, mas há problemas que persistem e que ainda não conseguimos superar”, frisou.

Em 22 de maio, a presidente interna disse que a justiça venezuelana enfrenta três grandes desafios: a morosidade processual, a corrupção judicial e a criminalização da pobreza.

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