O candidato presidencial Jorge Pinto assegurou hoje que a sua candidatura a Belém “vai até ao fim”, dada a falta de resposta da restante esquerda para um “pacto republicano” nestas eleições.
“Vou até ao fim e se ontem não fui suficientemente claro, se ontem não fui suficientemente bem interpretado, deixem-me sê-lo agora. Vou até ao fim e vou até ao fim porque Portugal precisa de quem, como eu, se comprometa a defender a Constituição num ano em que ela está a ser seriamente ameaçada”, disse Jorge Pinto aos jornalistas à entrada de uma reunião na Ordem dos Advogados, Lisboa.
Jorge Pinto garantiu que esta decisão é definitiva e que, no debate desta terça-feira entre todos os candidatos, repetiu apenas o apelo deixado no arranque da sua candidatura, quando “disse, com todo o sentimento de responsabilidade que o momento histórico exige”, que as esquerdas iam a tempo de “acertar um pacto republicano e fazer compromissos entre todos”.
“Ontem, quando eu referia essa proposta de dia 1 de novembro, foi novamente não respondida pelas outras candidaturas. E portanto, como eu disse desde então, não havendo essa resposta, é evidente que a minha candidatura vai até ao fim”, acrescentou.
O candidato presidencial afirmou na terça-feira que não será por si que António José Seguro não será Presidente da República, desafiando os restantes candidatos da esquerda a evitarem uma vitória da direita nas eleições deste mês.
“Não será por mim que António José Seguro não será Presidente da República”, afirmou o candidato apoiado pelo Livre no único debate com os 11 candidatos às eleições presidenciais transmitido pela RTP.
Jorge Pinto desafiou ainda os candidatos de esquerda a evitarem um cenário de vitória da direita que venha a permitir uma revisão da Constituição da República.