A Turismo Centro de Portugal anunciou hoje que vai disponibilizar, nos próximos dias, um formulário online para que municípios e empresários possam “reportar as perdas materiais e as necessidades registadas” na sequência da passagem da depressão Kristin.
“Depois de reunida esta informação, a Turismo Centro de Portugal irá estabelecer contactos com a tutela e com as entidades e parceiros da região, para que, em estreita articulação, sejam encontradas medidas rápidas e eficazes de apoio aos territórios atingidos”, garantiu, em comunicado enviado à agência Lusa.
Atendendo às consequências do mau tempo, esta entidade pediu aos turistas e visitantes da região para que “acompanhem atentamente as indicações das autoridades competentes, evitem deslocações desnecessárias para zonas afetadas e adotem comportamentos responsáveis, contribuindo para a segurança de todos”.
No comunicado, a Turismo Centro de Portugal manifestou o seu “mais profundo pesar pelas vítimas” da depressão Kristin, que deixou “um rasto de destruição em várias regiões e, de forma especialmente severa, no Centro de Portugal”.
“As consequências desta intempérie extrema incluem danos significativos em infraestruturas, habitações e espaços naturais e, tragicamente, a perda de vidas humanas”.
A Turismo Centro de Portugal agradeceu “aos bombeiros, às forças de proteção civil, às forças de segurança e a todos os profissionais que, desde as primeiras horas, estão no terreno a prestar socorro, a proteger pessoas e bens e a apoiar as populações afetadas, em condições difíceis”.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.