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Europeias: Sebastião Bugalho afirma não precisar que líder do PSD o defenda

Data de publicação
29 Maio 2024
18:58

O cabeça de lista da AD às eleições europeias, Sebastião Bugalho, afirmou hoje não precisar que o líder do PSD saia em sua defesa, contrariamente ao que aconteceu com a sua adversária Marta Temido e o secretário-geral socialista.

Durante uma ação de contacto com a população no centro de Tomar, Sebastião Bugalho foi questionado sobre a resposta dada pelos socialistas à exigência de um pedido de desculpas que fez a Marta Temido por esta lhe ter chamado imaturo no debate na RTP, na terça-feira.

“Uma coisa eu tenho a certeza, é que o líder da AD nunca vai precisar de sair em defesa da candidatura da AD às europeias, ao contrário da Marta Temido, que precisa que o líder do PS saia em sua defesa”, respondeu Sebastião Bugalho aos jornalistas.

Em causa estava a afirmação do cabeça de lista da AD de que a visita a Portugal do Presidente da Ucrânia se traduziu num “dia de festa”, observação que levou Temido a considerar que denota uma “brutal imaturidade”.

No seu entender, os portugueses perceberam “que o facto de a democracia portuguesa estar ao lado da democracia ucraniana é um motivo de festejo”.

“Nós somos uma democracia e estamos ao lado da liberdade, ao lado da paz e o próprio Pedro Nuno Santos disse o mesmo quando disse que, no dia em que a Ucrânia ganhasse a guerra à Rússia, comemoraríamos essa vitória”, recordou Sebastião Bugalho, considerando que “a palavra festejar e comemorar não são assim tão diferentes”.

Ainda que não pretenda “alimentar essas polémicas”, o candidato da AD disse não perceber porque “Marta Temido insiste em não ir ao dicionário confirmar isso”.

O líder socialista considerou hoje que Sebastião Bugalho não deve vitimizar-se após atacar todos os opositores, enquanto a candidata socialista se escusou a pedir desculpas ao opositor.

Pedro Nuno Santos juntou-se hoje à cabeça de lista do PS às europeias, Marta Temido, durante uma ação de campanha em Portimão.

“Não me parece que seja caso para isso [para pedir desculpas] e todos os portugueses perceberam muito bem do que é que estávamos a falar”, respondeu, enfatizando que não classifica candidatos, mas “quando muito as leituras”.

Para Marta Temido, uma coisa é celebrar o fim de uma guerra, outra é fazer “uma festa da visita de um Presidente de um país que está em guerra a pedir ajuda militar” e deixou um pedido: “não vamos fazer deste caso um caso”.

Pedro Nuno Santos também respondeu a esta questão para dizer que Sebastião Bugalho “está agora a vitimizar-se e esteve toda a pré-campanha a atacar, a atacar todos os candidatos, os partidos”.

Sebastião Bugalho realçou que o que importa agora é “focar o debate nas europeias”.

“É isso que as pessoas esperam de nós”, frisou.

No passeio pelas ruas de Tomar, feito a meio da tarde, debaixo de um sol escaldante, Sebastião Bugalho contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, João Moura.

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