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Dirigente do CDS-PP Diogo Moura diz-se alvo de “ataque pessoal sem fundamento”

Data de publicação
12 Maio 2024
23:14

O dirigente do CDS-PP Diogo Moura defendeu hoje que “a natureza do processo” em que é acusado de fraude em eleições internas daquele partido “é a de um ataque pessoal sem fundamento”.

Numa nota escrita enviada à Lusa, Diogo Moura refere também que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas, lhe pediu que suspendesse o mandato de vereador da Cultura “para evitar os ataques que a oposição está a dirigir ao executivo” da autarquia da capital.

O presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), revelou hoje, numa declaração escrita enviada à Lusa, que pediu a Diogo Moura “que suspendesse o seu mandato, pedido que o próprio acedeu de imediato”.

O Ministério Público acusou Diogo Moura, que é também vice-presidente do CDS-PP, de “dois crimes de fraude em eleições, agravados”, por ter alegadamente procurado manipular os votos de militantes em dois atos eleitorais (2019 e 2021), segundo noticiou na quinta-feira a CNN Portugal.

De acordo com aquele canal de televisão, Diogo Moura “sabia que uma secretária da distrital de Lisboa estava na mesa de voto e enviou várias mensagens à mesma a pedir-lhe que introduzisse nas urnas votos de militantes que não se apresentassem na mesa de voto”.

No entanto, ainda segundo a CNN Portugal, “a secretária da distrital nunca acedeu aos pedidos” e o caso acabou por ser denunciado e investigado pela PSP, tendo o autarca centrista sido agora acusado formalmente pela 4.ª secção do DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Lisboa.

Na nota enviada hoje à Lusa, Diogo Moura refere que este processo “nada tem a ver” com as suas funções de vereador, “nem com decisões camarárias”.

“O referido processo não só é exterior à CML – trata-se de atos partidários - como reporta a um tempo bem anterior ao atual mandato municipal. Não fui pronunciado, julgado ou condenado. A natureza do processo é a de um ataque pessoal sem fundamento”, defende.

Diogo Moura alega estar “absolutamente inocente” e garante que irá prová-lo.

Na nota enviada hoje à Lusa, Carlos Moedas explica que, “apesar das alegações que lhe são imputadas [a Diogo Moura] não se reportarem ao mandando enquanto vereador”, considera “não haver condições para o vereador continuar a desenvolver o seu trabalho em prol dos lisboetas”.

Na sexta-feira, o PS e o Bloco de Esquerda tinham defendido a demissão de Diogo Moura.

A concelhia de Lisboa do PS recordou, num comunicado enviado à Lusa, que, “a 24 de abril de 2021, em entrevista ao Público, Carlos Moedas garantia que como presidente da câmara nunca estaria a trabalhar em linha direta consigo um vereador que esteja sob suspeita de qualquer tipo de caso”.

“Nada disto acontece agora, com uma acusação judicial formal, no que é o teste do algodão à palavra de Carlos Moedas”, lia-se na nota dos socialistas.

O PS, que tem três eleitos na Câmara de Lisboa, exigia que Diogo Moura fosse imediatamente afastado “da coordenação dos atos eleitorais no concelho”.

O Bloco de Esquerda, também numa nota enviada à Lusa, considerou igualmente que Diogo Moura “não tem condições para manter funções políticas no município de Lisboa”, instando Carlos Moedas a substituir o autarca no cargo.

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