MADEIRA Meteorologia

Ucrânia: Zelensky satisfeito com garantias de segurança concretas do Ocidente

Data de publicação
06 Janeiro 2026
20:18

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou hoje os compromissos alcançados sobre as garantias de segurança ocidentais para a Ucrânia, considerando que não são “apenas palavras”, após uma reunião em Paris de países que apoiam Kiev.

“É importante que a Coligação tenha agora documentos substanciais, e não apenas palavras”, frisou Zelensky numa conferência de imprensa após a reunião da Coligação da Boa Vontade, em Paris.

O governante ucraniano elogiou o “conteúdo concreto” que demonstra um compromisso em “trabalhar para uma segurança real”.

“Já foi definido quais os países que estão prontos para assumir a liderança nos elementos de garantia de segurança em terra, no ar, no mar e na reconstrução” da Ucrânia, lembrou Zelensky.

Para o chefe de Estado ucraniano, é também importante determinar como “a força e o tamanho adequados do Exército ucraniano serão apoiados e financiados” pelos aliados de Kiev.

Zelensky apontou ainda “progressos significativos” com os negociadores norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, com quem estão em curso discussões sobre garantias de segurança bilaterais, para além das garantias coletivas, bem como mecanismos para monitorizar as “violações da paz” em caso de acordo com Moscovo.

Segundo Zelensky, as garantias de segurança oferecidas à Ucrânia devem ser “baseadas em obrigações legais”.

Apesar de considerar o resultado da cimeira de Paris como “um grande passo em frente”, lembrou que “ainda não é suficiente”.

A Coligação da boa vontade, Kiev e os Estados Unidos reafirmaram hoje, em Paris, o compromisso com uma paz justa e duradoura na Ucrânia, defendendo que qualquer acordo de paz deverá ser sustentado por garantias de segurança robustas.

Entre as medidas acordadas está a participação num mecanismo de monitorização e verificação do cessar-fogo liderado pelos EUA, com envolvimento internacional e representação da Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia numa comissão especial destinada a analisar violações e atribuir responsabilidades.

A Coligação comprometeu-se ainda, com apoio norte-americano, a assegurar assistência militar e fornecimento de armamento, a longo prazo, às Forças Armadas da Ucrânia, incluindo financiamento, acesso a reservas de defesa, apoio técnico e cooperação no orçamento nacional ucraniano.

O plano prevê também a criação de uma força multinacional, composta por países dispostos a participar, para apoiar a reconstrução das forças armadas ucranianas e reforçar a dissuasão, com planeamento militar coordenado para operações no ar, no mar e em terra.

De acordo com a declaração, esta força será liderada pela Europa, com participação de membros não-europeus da Coligação e envolvimento dos Estados Unidos, nomeadamente ao nível dos serviços de informações e da logística, incluindo o compromisso de apoio norte-americano em caso de ataque.

Os signatários assumiram igualmente a intenção de finalizar compromissos vinculativos para apoiar a Ucrânia em caso de um futuro ataque armado da Rússia, admitindo o recurso a capacidades militares, iniciativas diplomáticas e sanções adicionais.

Na declaração, fica ainda acordado aprofundar a cooperação de defesa a longo prazo com a Ucrânia, incluindo formação, produção conjunta na indústria de defesa e cooperação em matéria de inteligência.

A declaração anuncia, por fim, a criação de uma célula de coordenação entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Coligação no respetivo quartel-general operacional, em Paris.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Qual a avaliação que faz do espetáculo de fogo de artifício deste ano?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas